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Rio, 13/9/2020
 

Independência é morte

Pr. Alberto Saraiva Sampaio


 

Porque sem mim nada podeis fazer. (João 15.5)

Estamos na semana da Pátria, o feriado do dia 7 de setembro é o Dia da Independência. Nós, brasileiros, aprendemos que nessa data, no ano de 1822, às margens do rio Ipiranga, d. Pedro declarou a célebre frase: “Independência ou morte”, tornando o Brasil uma nação independente. Com a independência, o então príncipe regente foi aclamado e coroado como imperador do Brasil, tornando-se d. Pedro I. Esse acontecimento é o marco de fundação de nosso país, porém os historiadores atuais não têm certeza se, de fato, o famoso Grito do Ipiranga realmente aconteceu.

Quando criança, sonhamos com o dia que faremos 18 anos, marcando, desta forma, nossa independência. Assim, poderemos ir para onde quisermos, sem dar satisfação a ninguém, sermos os “donos dos nossos próprios narizes”. Ah, a desejada independência!

No Éden, a sedução da serpente passou a ideia do ser humano também se declarar independente de Seu Criador. Em Gn 3.5 encontramos: “Deus sabe que, no dia em que dele (do fruto proibido) comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal" (NVI). O argumento que subjaz à declaração da serpente foi: “coma desse fruto e torne-se semelhante a Deus”. Portanto, quem se tornar “como Deus”, também conquistará a sua independência dEle. Na sedução da serpente, implicitamente, estava contida a proposta de tornar o ser humano independente de Deus, não precisando dEle para coisa alguma. Com a falsa proposta da independência humana, consequentemente, entrou a morte na humanidade.

Fomos criados pelo Senhor como seres dependentes. Dependentes primeiramente dEle, mas também uns dos outros. Ou seja, não existe a plenitude do ser humano no isolamento, não há possibilidade de sermos felizes sozinhos. Deus nos criou com limitações que são superadas no relacionamento de dependência dEle e de outras pessoas.

DEPENDEMOS DE DEUS

Nosso Senhor, na conhecida parábola da videira e os ramos, afirma: “porque sem mim vocês não podem fazer nada” (Jo 15.5 - NAA). Com essa afirmação, Jesus expõe a completa incapacidade humana diante das coisas da vida, em especial, no que diz respeito à salvação, à verdadeira vida. Somente ligados a Ele temos vida, apenas na dependência de Deus, reconhecendo-se dependente, limitado, o ser humano alcança a vida eterna.

Enquanto em Adão a humanidade escolheu a independência de Deus, afastando-se do Criador, dando legalidade para que a morte entrasse, no reconhecimento de sua dependência de Deus, buscando aproximar-se dEle, pela fé em Cristo Jesus, a morte é vencida pelo poder do Senhor da Vida.

DEPENDEMOS UNS DOS OUTROS

Ao criar o homem, o Senhor declarou: “não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). Ainda que esse versículo esteja no contexto da formação da mulher, entendemos que expõe a necessidade de ambos – homem e mulher – de relacionar-se. Ou seja, não é bom que a pessoa humana viva sozinha, não fomos criados para o isolamento.

O grande exemplo da força que nasce da comunhão é a Igreja. A Igreja é formada por pessoas absolutamente limitadas e imperfeitas, que no relacionamento em amor e dependência mútua, se fortalecem, se edificam. Não há vida espiritual saudável sem comunhão, desprovida de conexão interpessoal.

Sabendo disso, o adversário tenta a todo custo romper os relacionamentos na Igreja. Por isso a Bíblia nos ensina que o Senhor abomina o que semeia discórdia entre os irmãos (cf. Pv 6.16-19), uma vez que ela é capaz de destruir laços fraternos e fazer com que a Igreja seja enfraquecida.

Quem opera milagres é o Senhor, mas Ele sempre usa as pessoas como Seu instrumento. Portanto, dependemos uns dos outros para que os milagres de Deus nos alcancem. Precisamos de irmãos para orar por nós, para nos trazer consolo, para nos exortar em amor, para nos orientar em situações que nos sentimos perdidos... Afinal, todos têm limitações e no vínculo que temos uns com os outros, no relacionamento de amor recíproco, vivemos a alegria de sermos Corpo de Cristo e expressarmos a grandeza do Seu infinito amor.

Na semana que nos lembramos da independência do Brasil, reforçamos que somos dependentes do Senhor, de Sua maravilhosa graça e infinita misericórdia, assim como também dependemos uns dos outros.

INDEPENDÊNCIA É MORTE!

O SENHOR nos abençoe e nos guarde!

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