IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Reflexões
Rio, 1/11/2020
 

O poder de Deus faz toda a diferença

Pr. Alexandre Brilhante


 

“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou sabedoria [...] E foi em grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus”. (I Co 2.1-5)

Domingo passado tive a grata satisfação de ministrar o estudo da epístola de I Coríntios para a classe única de nossa igreja. E, como falei na ocasião, esta carta é um verdadeiro compêndio de lições aprendidas para pastores e todos os níveis de lideranças da igreja, na abordagem de problemas que podem causar um impacto muito negativo à igreja de Cristo.

Meu objetivo, aqui, não é fazer um resumão da aula, mas destacar o assunto que mais me tocou nesta releitura de I Coríntios. Lembrando que o pequeno relato de Lucas em Atos 18 registra a passagem de Paulo em Corinto, em sua segunda viagem missionária.

Parece-me que o culto ao personalismo estava causando uma situação muito perigosa para a igreja. As facções existentes na assembleia cristã de Corinto derivam de sua veneração ao personalismo (I Co 1.12). Os admiradores de Paulo eram-lhe leais como fundador original da igreja local, mas Paulo não se aliou nem mesmo aos seus próprios seguidores (I Co 1.13). Os adeptos de Apolo aparentemente ficavam boquiabertos ante sua grande eloqüência. Os seguidores de Cefas (Pedro) talvez formassem o segmento judaico da igreja, ou então fossem os tradicionais, que se escudavam na autoridade do primeiro líder do grupo apostólico. Os chamados seguidores de Cristo podem ter sido aqueles que não queriam sujar as mãos nessa desavença, adotando uma atitude de distanciamento e “superioridade espiritual”.

Alternadamente, a posição do próprio Paulo é expressa pelas palavras “Eu (sou) de Cristo”, que condenava aqueles que seguiam meros líderes humanos. Os detalhes não são perfeitamente claros, mas parece que aquelas facções tinham sido originadas pelo culto à personalidade, e não devido a diferenças doutrinárias. Pelo menos todas as facções continuavam reunindo-se no mesmo lugar, pois Paulo foi capaz de dirigir a eles uma única epístola.

Paulo sabia que plantar e manter uma igreja, como a de Corinto, num ambiente pagão e hostil ao Evangelho, não seria fácil, por isso, ele teria que usar a arma certa. “Porque as armas de nossa milícia não são carnais, mas sim, poderosas em Deus, para destruição de fortalezas” (2 Co 10.4).

O apóstolo Paulo não se fiou em sua bagagem intelectual para tentar pacificar a igreja num só corpo e acabar com as divergências partidárias. Numa igreja que valorizava muito discursos intelectuais, Paulo foi enfático em afirmar que o que sustenta uma igreja não é a sabedoria humana, mas o poder de Deus.

E o poder de Deus é manifestado através da palavra de Cruz, que é “loucura para os que se perdem, mas para nós que somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde o inquiridor deste? Porventura, não tornou Deus loucura a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria do mundo, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar o mundo pela loucura da pregação” (I Co 1.18-21).

Paulo segue afirmando: “Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. Irmãos, reparai, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as despreparadas, aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (I Co 1.25-29).

Sem dúvida alguma, essa é uma belíssima lição que podemos extrair de I Coríntios, dentre tantas outras lições nessa epístola: Paulo com todos os seus talentos e capacidades considerou todo seu conhecimento como esterco e ainda o considerou como perda comparando à grandeza do conhecimento de Cristo. O que poderia ser lucro passou a considerar perda, por causa de Cristo (Fp 3.1-8).

E é esse padrão de igreja que Cristo espera que sejamos: uma igreja que não se baseia no culto ao personalismo e que valorize mais o poder de Deus do que o conhecimento humano. Nenhum pastor, bispo ou qualquer outra liderança pode se assenhorear da igreja, cujo, cabeça é Cristo Jesus, nosso Senhor.

Por isso, recomendo muito cuidado com líderes personalistas que, muitas vezes, são lobos vorazes em pele de ovelha. O próprio Jesus falou: “pelos frutos os conhecereis...” Vale ressaltar que Paulo, Apolo e Pedro eram colegas de labor, cooperadores na lavoura de Deus e não rivais (I Co 3.1-9).

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