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Reflexões
Rio, 23/11/2020
 

Administração idônea

Pr. Alexandre Brilhante


 

“Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão.” (Sl 9.8).

Na quinta passada, assisti ao debate dos dois candidatos à Prefeitura do Rio, no segundo turno, na Band. Realmente, parecia uma arena, onde dois gladiadores se enfrentavam diante de um público cheio de expectativas para ver os dois se engalfinhando com troca de acusações e quem se sairia melhor no final. Lembrando que um já foi prefeito, por duas vezes e o outro tentando a reeleição. Não querendo apontar quem deva ser o novo prefeito, algo que a ética pastoral me limita, e também porque o objetivo desta reflexão não é este, creio que é senso comum que administrar não é trabalho fácil, desde uma casa a uma grande cidade como a nossa. Só Deus sabe realizá-la com perfeição. Por ser difícil, o Senhor Jesus usou a figura do administrador para falar das dificuldades que o crente enfrenta para cuidar bem daquilo que recebe de Deus como bênção, tendo o dever de prestar contas. Ele nos deu o ensino na forma de uma parábola para ficar bem simples para o nosso entendimento (Lc 16. 1-13).

Na parábola citada, esse administrador era infiel e desonesto, usava mal o que recebera para cuidar. Como são sempre grandes as tentações, ele não resistiu ao assédio delas e não percebeu que estava sendo observado em tudo o que fazia. Um dia, porém, em que ele não esperava, o seu senhor entrou bruscamente em sua sala de trabalho e deu-lhe a seguinte ordem: “Presta conta da tua administração, porque já não podes continuar nela” (Lc 16.2). Isto lembra o que foi dito pelo próprio Senhor Jesus: “pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido” (Mt 10.26).

Nessa parábola, vemos retratado o que, muitas vezes, acontece com muitos de nós. Temos recebido várias coisas de Deus para administrar para Ele, como a vida, a saúde, os dons, a inteligência, os bens materiais, a família, o Evangelho. Tudo é dele e foi colocado em nossas mãos em confiança. Nada é nosso. Contudo, muitas vezes, usamos mal esses privilégios, não praticamos a boa administração deles. Com isto, incorremos num grande perigo: o de sermos dispensados do nosso trabalho. Pode acontecer conosco o mesmo que aconteceu com aquele administrador faltoso: sermos surpreendidos pelo nosso senhor que, inesperadamente, vai entrar em nossa sala de trabalho e nos dizer: presta conta da tua administração, porque já não podes continuar nela.

Pense com sinceridade e temor nas verdades contidas nessa parábola. O apóstolo Paulo escreveu: “Não vos enganeis; de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear; isso também ceifará” (Gl. 6.7). A boa administração produz frutos de alegria. Falando nisto, não podemos nos esquecer da famosa frase de Jonh Wesley: “Ganhe o máximo, economize o máximo, porém dê o máximo.” Quando falamos de administração, o dinheiro não pode ficar de fora. Até Jesus foi questionado sobre os impostos e aí pediu a Pedro que fosse ao mar e pegasse um peixe. Ao fisgá-lo, tiraria uma moeda para ficar “em dia” com o governo. Sua palavra foi: ”Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” (Mt 22.21). O grande sábio Salomão, que experimentou todos os caminhos que um ser humano poderia trilhar através do dinheiro, disse: “O dinheiro atende a tudo” (Ec. 10.19). Mas também afirmou que “Quem ama o dinheiro jamais dele se fartará” (Ec. 5.10). Já o nosso teólogo e missionário metodista Stanley Jones, ao se pronunciar a respeito do dinheiro, disse, com autoridade e conhecimento de causa: “O dinheiro é um servo maravilhoso e um péssimo patrão. Se o dinheiro se tornar a coisa mais importante, e você for subjugado por ele, se tornará seu escravo.”

Por fim, quero encerrar esta reflexão com a seguinte história: “Um certo milionário americano chamou um construtor que, por longos anos, havia trabalhado para ele e disse: “Vou passear na Europa por seis meses”. Quero que, neste tempo, você construa uma casa naquele lote que lhe falei. Aqui, está o projeto já aprovado e tudo que você precisar poderá requisitar na loja de material de construção já contratada”. O construtor insatisfeito e tomado por um sentimento de inveja pensou: “Ele vai passear e eu fico aqui dando duro. Vou fazer essa casa de qualquer maneira, com o material mais ordinário possível. Já estou cansado de trabalhar para este homem”. Seis meses depois, o milionário voltou. Viu a casa que, por fora tinha uma excelente aparência. Nem entrou, mas chamando o construtor, disse: “Você tem sido tão fiel a mim nesses anos de trabalho que resolvi lhe dar um presente. A maneira que encontrei de honrá-lo é com esta casa que você construiu. Fique com ela. É sua!”. O construtor lamentou, profundamente, não ter construído aquela casa com um material de primeira qualidade. A nossa vida como administradores, querendo ou não, está atrelada, de uma maneira ou outra, à história que acabamos de ler: colherei no mundo dos negócios, exatamente, o que plantei; tratarei o Reino de Deus como gosto de ser tratado nos meus negócios; a administração da minha vida e dos meus negócios é uma construção que será provada pelo fogo de Deus. Então, meus irmãos, que possamos usar a disciplina consciente, com muito temor, sabendo que, de tudo que chegar a nossas mãos para exercermos a mordomia cristã, prestaremos contas a Deus que tudo vê e sabe de todas as coisas.

Voltando à questão das eleições municipais, desejo que você exerça sua cidadania com muita consciência e discernimento, no próximo domingo, votando e escolhendo o próximo prefeito, que governará nossa cidade por quatro anos. Somos cidadãos dos céus, mas, ainda, do nosso país, do nosso estado e da nossa cidade. Todas essas instâncias governamentais precisam muito das nossas orações, do nosso sal e da nossa luz, que vem de Jesus, é claro.

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