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Vida Cristã
Rio, 23/3/2007
 

Parem com o Barulho (Derrel Santee)

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PAREM COM O BARULHO
Rev. Derrel Santee – missionário aposentado – 5ª. RE.


“O Deus Eterno diz ao seu povo: Eu odeio, eu detesto as suas festas religiosas; não tolero as suas reuniões solenes. Não aceito animais que são queimados em sacrifício, nem as ofertas de cereais e os animais gordos que vocês oferecem como sacrifícios de paz. Parem com o barulho das suas canções religiosas; não quero mais ouvir a música de harpas. Em vez disso, quero que haja tanta justiça como as águas de uma enchente e que a honestidade seja como um rio que não pára de correr.”
(Amós 5.21-24) - Nova Tradução na Linguagem de Hoje – SBB.


Este texto levanta a pergunta: Qual é o verdadeiro culto a Deus? Muitas pessoas têm a imagem de um Deus exaltado, sentado no trono e se deliciando com expressões de adora-ção e louvor de seus adoradores em reuniões de culto. Está na moda o “louvorzão”, em que este conceito é levado ao extremo.

Seria culto a um Deus egoísta e vaidoso, que se sente bem com seus “fãs” entrando em delírio na sua presença.

Na época do profeta, o povo vivia uma i-lusão! Achava que Deus tinha prazer em reu-niões de culto com celebrações, ofertas, cânticos de louvor e instrumentos musicais. Mas, o Profeta, Amós, faz um pronunciamento radical: Deus rejeitava tais manifestações.

Falando em nome de Deus, ele, Amós, usou algumas palavras fortes, como “odeio”, “detesto”, “não tolero”, “não aceito” e “parem com o barulho”.

Amós desafiou a espiritualidade predo-minante no seu país. A pregação de Amós reve-la outra visão do divino e outro estilo de culto. O culto de Amós seria a conscientização do povo quanto a sua vivência do Deus criador. O culto seria meio de edificação: sentir a presença divina e se fortalecer para enfrentar os desafios da vida.

Ouvir é mais importante do que falar. Temos dois ouvidos mas uma só boca. Imagine se fosse o contrário... Parece que Mt.18.20 “onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu es-tou ali com eles” passou a ser para alguns: “onde dois ou três estão juntos em meu nome, há um sistema de som e três microfones”.

Há igrejas que fazem tanto barulho que perturbam a vizinhança. Será que a mania baru-lhenta é um meio de abafar a voz do Espírito?

O culto pagão tinha por finalidade im-pressionar e influenciar seus deuses e ainda ga-nhar sua simpatia e seus favores. Aquelas divindades tinham ser conquistadas, ou talvez “compradas”.

Em contraste, a liturgia do culto cristão não tem esta finalidade. Sabemos que Deus já nos ama e que se agrada quando produzimos os frutos do amor no lar, lazer e trabalho. A liturgia é para nossa edificação, para nos fazer mais conscientes do mistério da graça divina e renovar as nossas forças espirituais.

A nação judaica estava gozando um pe-ríodo de tranqüilidade e de prosperidade. Mas, também, havia muita injustiça e desonestidade. Uma minoria explorava os demais e tinha mais recursos para ser suntuosa nas suas manifestações religiosas. A corrupção e a desonestidade faziam parte do seu dia-a-dia. O povo se isola-va dentro do templo com atos de culto. Fora, o mundo era bem outro.

Atos religiosos no meio de injustiça e de-sonestidade eram afrontas para Deus. Deus não é um egoísta querendo só elogios e badalação. Seu desejo é ver os seus filhos e suas filhas viverem o amor, exercendo justiça e integridade. O verdadeiro louvor não consiste em atos religiosos dentro do templo, mas na vivência do amor em todos os lugares.

O profeta usa as imagens de “águas de enchente” e de “rio que não pára de correr”. São figuras de abundância e constância. A marca do cristão deve ser seu esforço de agir com justiça no meio de ambiente de materialismo e ganância, de colocar “ser justo” acima de “ter vantagens”. O amor cristão, também, produz os frutos de honestidade. O bom caráter é resul-tado de integridade constante. O culto que a-grada a Deus é aquele que se expressa em uma vida de retidão e justiça.

Certamente, há muitas pessoas que agradam a Deus, mas não agüentam assistir aos cultos de algumas igrejas, por não encontrarem ambiente que lhes possibilitem ouvir a voz do Espírito.

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