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Crianças e Adolescentes
Rio, 21/4/2007
 

Entendendo a agressividade das crianças - Um início de conversa (Heloísa Stopatto Alves)

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ENTENDENDO A AGRESSIVIDADE DAS CRIANÇAS - Um início de conversa

(Heloísa Helena Stopatto C. Alves - Psicóloga, da Igreja Metodista de Vila Isabel, Rio)

Existem características na natureza humana que se encontram em todas as idades e nos dois sexos. A agressividade é uma delas.

As aparências do comportamento agressivo variam: uma expõe de maneira atrevida e outra de maneira tímida. Uma se alivia da tensão que se estabelece em definir o que é seu e o que é do outro expandindo sua agressão. A outra fica a assistir este enfrentamento com receio de revidar ou de atacar expressando o que está difícil de entender como sendo seu e do outro. É pelo processo de maturação que o entendimento vai acontecendo e se não acontece situação de grave frustração, pânico, violência cada pessoa vai absorvendo seus impulsos destrutivos e construtivos.

Muitas vezes escapam ao entendimento dos educadores o aparecimento de uma reação agressiva:
- Elas estavam brincando tão bem e de repente a J. jogou com toda violência o brinquedo de M. ...

Acontece que o mundo de fantasia da criança é enorme e nem mesmo ela tem noção exata para discriminar o que deve ser um ataque externo de fato ou produto de suas fantasias.

É válido que o educador se situe numa atitude de impedir descontroles abusivos que não são agradáveis nem para o agressor e nem para o agredido. Intervir, impedir mesmo que seja para conter fisicamente, fazer parar a ação motivadora do ataque, desviar a atenção das pessoas envolvidas, fazer parar para pensar um pouco, evitar incentivos aos tímidos e comparações de atitudes e se os pais estiverem presentes evitar que estes interfiram com suas projeções.
- Ele tinha mesmo que atacar e mostrar que não tem medo de nada.
- Já falei, na vida os bobos e os tímidos sempre fracassam.
- Nem parece que é um menino crente e temente a Deus.
- Esse problema de criança deseducada não é lá de casa. Ele sabe o que lhe espera se reagir igual aos brutos.

E assim vai... - na realidade, essas frases apontam para as dificuldades dos adultos manejarem seus sentimentos de agressividade ou de passividade.

A agressão está sempre ligada ao estabelecimento de uma distinção clara entre o que é o eu e o que é o não eu. Os extremos apontam para as dificuldades da criança em estabelecer a distinção entre o que lhe pertence e o que não é seu.

Quanto maior a desproteção que o mundo externo oferece aos menores, maiores e mais graves são os problemas advindos do manejo da agressividade. Essa reflexão serve para os adultos, adolescentes e jovens.

Através do processo de socialização é que vamos usando nossos impulsos agressivos de maneira construtiva e com melhor qualidade de defesa a possíveis ataques ao nosso eu. Impedir frequentemente a ação agressiva e incentivar demais a passividade somente retarda a evolução saudável das pessoas.

Fica claro que a agressividade é nata no ser humano. Constitue direta ou indiretamente reação à frustração. Por outro lado, é uma fonte de energia necessária à subexistência.

(OBS: Para consultas, a referência bibliográfica é WINNICOTT, D.W. - A Criança e o seu mundo. Ed. Guanabara Koogan. RJ/ 1982.)

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