IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 5/5/2007
 

A Mulher e o Metodismo (Abel Stevens)

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A Mulher e o Metodismo

Abel Stevens


A atividade das mulheres na religião tem formado alguns dos mais interessantes, se não, alguns dos mais proeminentes, fatos da história eclesiástica. Maria, Elizabete, e Ana, figuras históricas nos cenários do advento e infância do Messias; Maria e Marta de Betânia, e Madalena, e Joana, "a esposa do procurador de Herodes", e "Suzana, e muitas outras que ministraram junto" a Cristo "de sua essência". Febe, a Diaconisa, de Cencréia, "alguém que socorre a muitos e a mim mesmo também", diz Paulo; Damaris, sua convertida em Areópago; as quatro profetisas, filhas de "Filipe o Evangelista", de Cesaréa [(Atos 21:8-9) - "E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam"]; Lídia, de Tiatira [(Atos 16:14) - "E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia"]; Priscila, a quem, Paulo diz, teria "por minha vida, cortado o próprio pescoço", junto a quem, não apenas eu dou graças, mas também todas as Igrejas dos gentios"; e em cuja casa foi mantido a infantil Igreja de Roma; Júnias, que com seu marido foi "companheira de prisão" de Paulo, e "símbolo em meio aos Apóstolos"; Trifena e Trifosa, "que trabalharam no Senhor", e Pérside, "que trabalhou muito mais no Senhor"; Dorcas, e a "senhora eleita" de João, com outros, são reveladas a nós em meros vislumbres da história sagrada, mas suficientes para registrarem alguns dos mais geniais traços, e prognosticarem aquela posição efetiva e exaltada, eclesiástica, e social, que o Cristianismo estava prestes a afirmar ao seu sexo, e que tem tido tão significativa influência na civilização européia, que o maior filósofo histórico de nossa época tem julgado necessário, em uma vindicação elaborada do Cristianismo, devotar um capítulo à "Cristo e as Mulheres".

Com o desenvolvimento da Igreja, seguiu-se também o desenvolvimento da dignidade e atividade da mulher. Seus períodos pós-apostólicos estão salpicados com nomes femininos ilustres; que o de Helena está para sempre associado, na história eclesiástica, com Constantino, que o de Mônica, com Agostino, Eusébia com Gregório de Nissa; Paula com Jerome, Marcela com Atanásio; e as grandes cidades e estados têm se orgulhado de identificar mulheres devotas com sua própria história: Cecília, Genevieve, Teresa, Elizabete.

Pode-se duvidar, se alguma seção da história eclesiástica, desde Maria, "a mãe de Jesus", é mais rica nos personagens femininos do que aquele que registra o "O Movimento Religioso do Século Dezoito, chamado Metodismo". Anos decorreram, antes que o movimento tomasse a forma de seitas distintas; e, mesmo depois que sua unidade eclesiástica foi de certa forma, enfraquecida, sua unidade moral foi ainda mantida até por volta do fim do século.

Ele penetrou e reviveu a não-conformidade da Inglaterra, registrando nas categorias de Metodismo Calvinista, não poucos dos primeiros ministros dissidentes do reino. Ele influenciou consideravelmente a Igreja Estabelecida, traçando alguns de seus melhores clérigos, em cooperação com o Metodismo Calvinista ou Arminiano, de acordo com suas predileções teológicas; enquanto despertou, principalmente como Metodismo Arminiano ou Wesleyano, a grande massa da população aviltada, e foi iniciado por uma mulher -- Bárbara Heck -- em sua carreira, sem paralelo, em meio à população mista da América.
O Metodismo Calvinista foi fundado pela Condessa de Huntingdon, em cooperação com Whitefield, e principalmente controlado por ela; e com ela estavam associadas algumas das mulheres mais notáveis da aristocracia daquele tempo. O Metodismo Wesleyano teve, no entanto, a honra principal de desenvolver a atividade feminina no movimento Metodista. O gênio legislador de Wesley, como Macaulay afirma, igual ao de Richelieu, providenciou oportunidades efetivas para a influência e talentos das mulheres.

Ele introduziu, em seu sistema, o Encontro de Oração, a Classe de encontro semanal, e a Reunião das Bands, e o Ágape dos Morávios e da Igreja primitiva. Seus preconceitos severos como clérigo dificilmente interfeririam com a participação das prudentes e devotas mulheres nesses seletos e sociais serviços. Muitos exemplos notáveis do talento feminino chamaram sua atenção nestas ocasiões, e ele não pode consentir que tais talentos fossem reprimidos ou ocultos "em um guardanapo". Não foi muito tempo, antes que ele designasse mulheres como líderes oficiais das classes femininas e Bands. Ele assim organizou a atividade das mulheres na Igreja. Suas exortações emocionantes nas reuniões de oração, compreendendo ambos os sexos, tornaram-se geralmente reconhecidas como provas dos meios notáveis da utilidade com que a nova causa seria providencialmente dotada. O "sistema de circuito" do ministério forneceu relações familiares às sociedades espalhadas, por uma ou duas centenas de milhas; eles todos tiveram os mesmos dois ou três pastores; seu trabalho eclesiástico foi realizado com interesse comum; e eram quase como uma sociedade, de maneira que não apenas os leigos ativos, mas as mulheres ativas, em qualquer uma das "pregações designadas", eram geralmente conhecidos por todo o circuito; o último, portanto, assim como o primeiro, foram frequentemente nas visitações religiosas, de local a local, nos grandes distritos da região.

Algumas dessas mulheres, como Mary Fletcher, Hester Ann Rogers, Ann Crosby, Sarah Ryan e Grace Murray, discursaram para grandes assembléias, irresistivelmente atraídas pela modesta eloqüência delas. Wesley, por fim, as reconheceu, não como pregadoras, mas como seguindo o exemplo apostólicos, como "Diaconisas" e "Profetizas". Ele orientou e regularizou os trabalhos delas, como poderemos ver, e dificilmente existe uma insinuação registrada de alguma conseqüência inconveniente desta inovação extraordinária.

O Metodismo Wesleyano foi praticamente fundado por Suzanna Wesley. A educação de Wesley, através de sua notável mãe, o impressionara com a mais alta idéia do caráter feminino cristão. As associações geniais de sua antiga casa em Epworth, santificada pelas afeições e enobrecidas pela inteligência de suas irmãs talentosas, não falhariam em incliná-lo a justa apreciação da mulher. Existe, talvez, inerente na mesma constituição de sua mente rara, uma delicadeza refinada e feminina, que instintivamente harmonizava-se com o que quer que fosse virtuoso ou sublime no sexo.

Suas amizades femininas formam o mais interessante caráter em sua história extraordinária; as mulheres e crianças, em todos os lugares, espontaneamente confiaram-se ao charme benigno e encantador de sua influência, recebendo sua palavra como aquela de um profeta divino, ou de um pai amado. A maior porção de sua correspondência impressa foi com as mulheres, e ela é impregnada pelo mais terno, puro, ainda assim, fervente sentimento. Muitas dessas amizades foram formadas, quando ele estava com idade avançada, mas enquanto suas correspondentes ainda estavam na jovial e sensível ternura de sua mocidade: ele se correspondia com elas, como suas filhas, e elas o honravam e amavam, como seu pai e guia; e sua longa vida o capacitou a continuar a correspondência, quando muitas delas eram veneráveis, não apenas com os anos, mas com virtudes e serviços. Mary Fletcher, Hester Ann Rogers, Ann Ritchie, Grace Murray, Lady Maxwell, Lady Fitzgerald, sobreviveram a ele. Duas delas ministraram em seu leito de morte, e todas murmuraram sua morte, como a de um parente amado.

Enquanto poucas coisas, talvez, nada, poderiam, mais completamente e mais graciosamente, exibir a vida intima e interior do Metodismo primitivo, do que um registro completo das amizades e correspondências de Wesley com as mulheres, e sua atuação no avivamento Metodista, dificilmente alguma coisa poderia melhor ilustrar a excelência de seu próprio caráter. Um contemporâneo distinto, um ardente clérigo, que o conheceu bem, endereçou a Robert Southey, uma carta elaborada sobre o caráter de Wesley, tratando, especialmente de sua relação com respeito às suas associadas femininas. Este testemunho é muito importante para ser omitido aqui, não obstante, sua extensão:
"Sr. Southley", ele diz, "você concordará comigo, que a franqueza característica que marca todas as cartas de Wesley, e as torna uma revelação de sua própria mente e coração, nunca é mais evidente do que quando ele está escrevendo para suas amigas. É certo que o Sr. Wesley tinha uma predileção pelo caráter feminino; parcialmente, porque ele tinha uma mente sempre viva para a amabilidade, e, parcialmente, por descobrir na mulher uma receptividade mais pronta e mais completa para suas próprias idéias de devoção interior e dedicação afetuosa".

"A estas correspondentes femininas, portanto, (até onde me toca), ele escreve com peculiar efluência de pensamento e franqueza de comunicação. Ele, de fato, revela-se em cada tópico que ocorre a ele, como a espíritos semelhantes, em cujas afinidades ele confiou, e de cujas respostas, ele esperou por conhecimento adicional, nestas preocupações internas, que eram sempre mais elevadas em sua mente e mais perto de seu coração. Assim sendo, nestas efusões evidentes, todas as peculiaridades estão em completa exposição. Em um exame mais minucioso, nenhum sentimento, nenhuma inclinação, será encontrado para refletir a menor sombra sobre os princípios e sentimentos morais do Sr. Wesley".

"Quaisquer misturas podem ser de erro especulativo ou orientação imprudente, o objetivo final é uniformemente puro e excelente; sejam os meios prescritos de avanço quais possam ser, o ponto almejado é a virtude consumada em cada temperamento, e em cada ação. Eu devo acrescentar que o caráter das cartas é uniforme; elas estão, na mais precisa harmonia, umas com as outras, e, de fato, com tudo o mais que procede dele. É o mesmo John Wesley, quer ele enderece a um ou a milhares; expressando suas rápidas concepções, com uma franqueza insuspeita, como se não houvesse um pensamento em sua mente que ele desejasse ocultar, e como se ele tivesse nenhum desejo que fosse, exceto o bem espiritual daqueles que buscaram sua instrução".

"Ele assim, literalmente fala nas cartas, como a tornar inconcebível que ele tivesse conversado com elas, em algum outro estilo do que aquele, no qual ele escreveu; e, enquanto ele é, sem reservas e ardentemente o amigo de todos a quem ele escreve, a fluidez de suas afeições é tão pura e tão paternal, de maneira a excluir a possibilidade de se imaginar que sua simplicidade pudesse alguma vez ter sido danificada pela sombra de uma mistura contrária".

"Tal, eu penso, seria a impressão sobre minha mente, somente das próprias cartas; mas, quando eu as li, com aquela observação decisiva que minhas próprias recordações permitem, eu senti, com certeza, que a demonstração matemática não excederia; que nunca, por um momento, foi a evidência dessas cartas falsificada, ou seus espíritos separados, no atual intercurso da vida do Sr. Wesley, de quaisquer circunstâncias que teriam sido colocadas, ou em qualquer sociedade que ele teria sido dirigidas. Isto continuamente aparece dos modo de escrita do Sr. Wesley, de que suas discípulas femininas o consultaram como alguém a quem elas atribuíram o espírito, assim como a sabedoria de um apóstolo".

"Os assuntos trataram de estabelecer este fato, e apresenta, por assim dizer, a imagem refletida de tão imprópria confiança quanto poderia ser colocada em um ser humano. Nós temos, então, praticamente, nestas cartas o grande grupo das amigas do Sr. Wesley, testemunhando seu caráter da maneira mais irrepreensível e mais concordante. E que seja lembrado que esta evidência é dado no mais completo reconhecimento; quando da itinerância constante do Sr. Wesley, seus amigos têm sempre recorrido às oportunidades de observá-lo, sob todos os pontos de vista, e em todas as conjeturas possíveis. É também óbvio que as correspondentes do Sr. Wesley eram sinceramente devotas, e que as espécies de devoção que as influenciaram, não obstante imputável com fraqueza, é perfeitamente contrária a todo tipo de lassidão moral".

"O respeito e veneração delas, portanto, é uma evidência conclusiva da retidão uniforme de conduta dele; porque tivesse havido alguma variação neste aspecto, teria sido observada por algumas daquelas amigas pessoais; e teria tal descoberta, a qualquer tempo, ou em qualquer momento, sido feita, a estima e veneração teria instantaneamente sido mudada para horror e abominação".

"Eu posso, além disto, dizer, do meu próprio conhecimento, que algumas das amigas do Sr. Wesley possuíam aguçado discernimento e entendimento sólido. No todo, não é óbvio que, no intercurso íntimo que o Sr. Wesley teve por tantos anos com elas, e incontáveis outras mulheres de caráter similar, que continuada, uniforme, imposição era impossível, e que o argumento, consequentemente, em apoio à perfeita consistência moral é incontestável?"

"Quaisquer que tenham sido as imperfeições ou excessos do Metodismo Wesleyano, certamente, ele tem sido a mais moral de todas as associações similares; e a reivindicação predominante que mantém tantos milhares, em lealdade à um padrão tão acima da estrutura original de mente e hábito de vida deles, foi a virtude exemplar de seu líder. Qualquer desvio, portanto, daquele padrão no Sr. Wesley teria sido tão espantoso para seus seguidores, quanto a queda do céu de uma estrela de primeira magnitude. Mas eu posso afirmar, de meu próprio conhecimento que as mentes do povo do Sr. Wesley nunca foram perturbadas por tal pensamento. Porque nos últimos vinte e cinco anos de sua vida, eu estive familiarizado com todo material que concernia a ele ou a eles; e nada que foi ou tivesse sido registrado, com respeito a ele teria escapado de minha percepção. Ainda assim, nunca, eu posso afirmar, a sua fama justa foi manchada pelo mais leve ar de suspeita; e nenhuma insinuação, alguma vez alcançou meus ouvidos, que não testemunhasse, ou concordasse, com sua imaculada integridade".

"Dificilmente se negaria que, mesmo neste mundo corrupto e sujeito aos erros, nós, algumas vezes, encontrássemos pessoas que, em sua própria conduta e aspecto, assim como em todo o seu modo de vida, manifestassem tal selo e assinatura de virtude quanto a tornar nosso julgamento delas um assunto de intuição, preferivelmente, a um resultado de examinação contínua".

"Eu nunca encontrei um ser humano que mais perfeitamente estivesse nesta descrição, do John Wesley. Era impossível conviver com ele, eu diria, olhar para ele, sem ser persuadido, não apenas de que seu coração e mente eram animados com a mais pura e a mais exaltada bondade, mas de que a inclinação natural de sua natureza estava tão de acordo com seus princípios cristãos, de maneira a dar uma garantia para sua consistência prática, que era impossível não confiar. Seria muito pouco dizer que era impossível suspeitar dele, em alguma corrupção moral; porque era óbvio que, todo movimento evidenciava tão perfeita contrariedade a tudo que era terreno ou animal, quanto seria imaginado em um ser mortal".

"Seu semblante, assim como modo de vida, expressavam uma habitual alegria de coração, que nada, a não ser a virtude e inocência consciente teriam conferido. Ele era, na verdade, o mais perfeito espécime da felicidade moral, que eu já vi; e minha familiaridade com ele tem feito mais do que me ensinar que um céu sobre a terra está subtendido na maturidade da devoção cristã, do que em tudo que eu tenho visto por ai, ou ouvido, ou lido, exceto no volume sagrado".

A refinada sensibilidade de Wesley, quanto à influência da mulher era tão distinta, para não incliná-lo ao casamento, e às felicidades de um lar cristão. Assim que se estabeleceu na Geórgia, ele contraiu compromisso matrimonial, que foi quebrado pela persuasão de seus associados Morávios, que duvidaram da aptidão moral da senhorita a ser a companheira de tal homem. A bisbilhotice caluniadora, com respeito a este primeiro "romance" de sua vida tem, desde então, sido silenciada, por uma refutação conclusiva, necessita de nenhuma atenção adicional.

Em 1748, quando com quarenta e cinco anos, ele contraiu um outro compromisso com a Sra. Grace Murray, que tinha, então, trinta e três anos de idade, e, como veremos a seguir, era merecedora de seus melhores respeitos. Este compromisso, no entanto, foi anulado pela interferência de seu irmão, Charles Wesley, e Whitefield. Os relatos deste caso mostram que este foi um amor genuíno, assim como estima genuína. "Eu percebi claramente", ele diz, "que eu nunca antes tive tal afeição forte por qualquer pessoa, sob o céu".

Este romântico episódio na vida do grande Fundador tem sido representado de maneira variada; mas cada fato autenticado a respeito dele reflete o mais favoravelmente sobre seu coração e conduta, como teremos chance de mostrar. É uma das melhores exemplificações da estima de Alexander Knox pelo homem. Eu, portanto, tratei de ampliar, de alguma forma, o esboço de Grace Murray, fornecendo detalhes nunca antes publicados nesta região. Seu subseqüente casamento, através do conselho de seu amigo Perronet, o venerável vigário de Shorebam, tornou-se a maior aflição de sua vida.
A incorporação da atividade feminina em seu sistema prático tem sido uma das causas mais eficazes do sucesso surpreendente do Metodismo. Sua história apresenta uma longa lista de mulheres cujos nomes se tornaram palavras familiares, nos lares da denominação, e cujas memórias, a Igreja nunca deixará morrer. Elas ocupam os mais altos círculos da vida, nos quais estava Suzanna Wesley, (referidas como as condessas de Anglesea) Selina, Condessa de Huntingdon, (remotamente ligada com a realeza da Inglaterra), Lady Fitzgerald (da Corte Britânica), Lady Maxwell, Lady Glenorchy, e outras, humilharem-se, mas devotadamente, Hester Ann Rogers, Dinah Evans, a heroína de uma das mais talentosas ficções inglesas, a irmã de Dairyman, um nome querido para as famílias cristãs em toda a terra, e Bárbara Heck, obscura fundadora do Metodismo Americano, venerada por todo um continente.

Wesley ainda vive. na sempre viva influência dessas "mulheres devotadas", e através delas, pode-se ainda verificar, não em pequena extensão, a predição de seu mais popular, mas menos parcial biógrafo que diz: "Eu o considero a mente mais influente do último século - um homem que terá produzido os maiores resultados dos séculos, ou, talvez, milênios, consequentemente, se a raça humana atual puder continuar por mais tempo". O Metodismo ainda admite a atividade cristã da mulher; em nenhum corpo religioso, nem mesmo aquele do Quaquerismo, seus poderes têm a mais ampla extensão, e, em nenhum outro, acompanha mais direto ou mais importantes resultados.
A atividade da mulher no "Movimento Religioso do Século Dezoito, chamado de Metodismo" começou, bem no princípio daquele importante movimento, e mesmo anterior ao seu início formal. Em um período da história da Inglaterra, quando Burnett, Watts, e Butler estavam murmurando sobre a decadência da religião, o primeiro declarou que " a ruína eminente ameaçava" a Igreja Anglicana, "e, em conseqüência, toda a Reforma"; o segundo, que "a religião estava morrendo no mundo"; e o terceiro, que "era certo que o Cristianismo não mais seria objeto de investigação, mas, por fim, se revelaria fictício" - a Providência Divina estava providenciando, principalmente através da devoção doméstica de uma mulher, aquele renascimento da vida espiritual e propagandismo apostólico que desde então, caracterizou a maioria do mundo Protestante.

Neste mesmo tempo, os principais agentes do Metodismo estavam, em obscura preparação, na vila de Epworth, uma comunidade rural de Lincolnshire, com uma população de aproximadamente duas mil almas, ocupadas no cultivo de cânhamo e linho. No lar da Reitoria de Epworth pode ser traçada sua verdadeira origem, em meio a um daqueles quadros da rústica vida inglesa, que têm tão frequentemente fornecido uma fascinação à nossa literatura, e que forma, talvez, o melhor exemplo das virtudes domésticas da religião que a civilização cristã tem fornecido. Lá, Suzanna Wesley treinou o fundador e legislador do Metodismo, e para nenhum grau insignificante, imprimindo sobre ele os traços de seu próprio caráter extraordinário, e, sob a mesma educação, cresceu ao seu lado, seu salmista, cujas letras de música deveriam ser ouvidas, em não menos do que um século, onde quer que a Língua Inglesa fosse falada e serem "as mais devotadamente lembradas", diz Southey, e "as mais frequentemente repetidas, junto aos leitos de morte", do que quaisquer outros poemas.
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Wesley e Whitefield eram apóstolos comuns do Metodismo. Uma diferença de opiniões, referente à controvérsia Calvinista, produziu uma divergência em seus planos práticos, que, com algumas asperezas temporárias, logo se tornaram cordiais e obviamente providenciais. Ele nunca destruiu a unidade moral do movimento Metodista; mas o avanço se tornou duas correntezas, numa mesma direção, e apenas fertilizando uma extensão maior de campo comum. Wesley se tornou distintamente o líder do Metodismo Arminiano, e Whitefield do Metodismo Calvinista.

O primeiro foi destinado a se tornar o Metodismo geral dos últimos dias; o outro tinha uma missão local a mais, mas permanece forte na Inglaterra, especialmente em Gales, até nossos dias; sua obra providencial foi ressuscitar a vida espiritual da Igreja Calvinista ou facção da Low Church, e restaurar o Não-conformismo agonizante do reinado, "que" diz Isaac Taylor, "exatamente quando do avivamento Metodista, estava rapidamente em curso de ser encontrada em lugar algum, a não ser nos livros"; enquanto, como esta mesma alta autoridade (ele mesmo, um clérigo) admite, a própria Igreja Anglicana tornara-se "um sistema eclesiástico, sob o qual as pessoas da Inglaterra decaírem no ateísmo, ou um estado dificilmente a ser distinguido dele".

Mas, embora Whitefield fosse o apóstolo do Metodismo Calvinista, uma mulher foi sua virtual fundadora. Whitefield não objetivou estabelecer uma seita Metodista, ainda assim, as circunstâncias o compeliram, depois de sua divergência com Wesley, a dar uma forma, de certo modo, organizada aos resultados de seus trabalhos em meio aos adeptos Calvinistas, que se reuniram a sua volta. Lady Margareth Hastings patrocinou um pequeno grupo de Metodistas em Oxford; Lady Margareth Hastings, sua irmã, adotara, através de sua influência, os sentimentos Metodistas, e, mais tarde, casou-se com Ingham, que foi um dos Metodistas de Oxford, e o companheiro de Wesley na Geórgia. Sua influência sobre sua cunhada Selina, a Condessa de Huntingdon, conduziu a condessa, durante uma séria enfermidade, a uma vida religiosa, e a uma forte simpatia para com os Metodistas. Bispo Benson, que ordenara Whitefield, e fora tutor do marido dela, o Conde de Huntingdon, foi chamado pelo último para restaurar sua esposa a uma mente "sã". O bom bispo falhou na tentativa, e expressou pesar que ele tivesse, alguma vez, imposto suas mãos em Whitefield. "Marque minhas palavras, meu senhor", replicou a condessa, "quando em seu leito de morte, que esta será uma das ordenações a respeito da qual você refletirá com prazer". A predição foi cumprida. O bispo, quando estava para morrer, enviou um presente a Whitefield de dez guinéus, e pediu um interesse em suas orações.

Lady Huntigdon, embora remotamente relacionada com a família real, e movendo-se nos mais altos círculos da vida aristocrática, freqüentou com Wesley e Whitefield as sociedades Morávias em Londres, e quando da separação de Wesley, cooperou com o grupo Metodista. Ela o convidou à sua residência em Donmington Park, onde ele frequentemente pregou. Ela adotou sinceramente sua doutrina da Perfeição Cristã. "A doutrina", ela escreveu a ele, "eu espero viver e morrer por ela; é absolutamente a coisa mais completa que eu conheço". Ela o encorajou em seus trabalhos extraordinários, e especialmente na provisão de um ministério leigo, como a grande necessidade dos tempos.

Susanna Wesley, como vimos, realmente fundou o ministério leigo do Metodismo, determinando que Wesley reconhecesse Thomas Maxfield como um pregador. Lady Huntigdon, no entanto, cooperou com ela, nesta mais importante crise do movimento Metodista, um evento que premeditou seu destino. A condessa ouviu Maxfield, e escreveu a Wesley, da maneira mais calorosa, a respeito dele. "Ele é", disse ela, "um dos maiores exemplos do favor peculiar de Deus que eu conheço. Ele levantou das pedras, alguém para se sentar em meio aos príncipes de seu povo; ele é a minha perplexidade; de como o poder de Deus é mostrado na fraqueza!”. Seu biógrafo afirma que ela realmente induziu Maxfield a dar um passo importante da pregação. Suas opiniões Calvinistas a conduziram a patrocinar Whitefield, quando ele se separou de Wesley; e seus talentos, riqueza e influência, a colocaram no topo do Metodismo Calvinista; mas ela se esforçou para assegurar um bom entendimento entre os grandes evangelistas. Ela escreveu a cada um, recomendando suas mais rigorosa cooperação, e não sem efeito.

Whitefield pregou na capela de Whesley, e Wesley leu as orações; no domingo seguinte, Wesley oficializou no Tabernáculo de Whitefield, assistido por ele, e cento e doze pessoas receberam a Ceia do Senhor das mãos deles, na conclusão do sermão. A reconciliação foi fortalecida por um poderoso discurso a uma assembléia superabundante, na capela de Wesley, no dia seguinte, através de Howell Harris, o colaborador Galês de ambos os grandes líderes. A amizade deles permaneceu ininterrupta, durante o resto de suas vidas. "Graças a Deus", escreveu a condessa, "pelo amor e a unanimidade mostradas nesta ocasião. Possa o Deus da paz e harmonia nos unir todos no laço da afeição".
Quando a primeira conferência de Wesley aconteceu em Londres (1744), todo o corpo foi recebido na mansão de Lady Huntingdon, porque a condessa ainda considerava o Metodismo uma causa comum. Wesley pregou lá, de um texto conveniente: "O que Deus tem forjado?". Piers, de Bexley, e Hodges, de Wenvo, clérigos Metodistas, tomaram parte no serviço, enquanto Maxfield, Richards, Bennet, e Downes, pregadores leigos, sentarem-se em volta deles, reconhecidos como genuínos, embora não ordenados embaixadores de Cristo.

Este foi o primeiro daqueles sermões familiares que, mais tarde, sob a direção de Whitefield, deu à residência de sua senhoria, em Londres, o caráter de uma capela. Através de sua influência com o corajoso governo, John Nelson (um dos mais poderosos pregadores leigos) foi liberado de alistar-se no exército, depois de ter marchado pela região, com seu regimento por quase três meses, e imediatamente reassumiu seus trabalhos como "um bom soldado do Senhor Jesus".

Quando da morte de seu marido, Lady Huntingdon devotou sua vida aos trabalhos religiosos, e em 1748, convidou Whitefield para pregar em sua casa, em Chelsea, perto de Londres, até hoje, destinada a mais alta classe do mundo elegante e aristocrático. Logo depois, o designou como um dos seus capelães. Paulo pregou privativamente àqueles que eram de reputação, pensou Whitefield; portanto, concordou com a proposta de sua senhoria em misturar seus trabalhos públicos, em meio às multidões de seu Tabernáculo, -- e aos milhares em Moorfields, com sermões privativos na mansão de Chelsea. Homens notáveis ouviram, por esta oportunidade, a verdade de seus lábios eloqüentes.

Chesterfield o ouviu com deleite, e deu a ele um dos seus cumprimentos corteses: "Senhor, eu não dizer a você o que eu diria a outros; tanto que eu o aprovo". E abriu sua capela em Bretby Hall, para o evangelista, e diversos de seus familiares nobres foram reivindicados por Whitefield, como seus troféus espirituais; sua esposa e sua irmã, a condessa Delitz, morreu na fé. Horace Walpole o ouviu com admiração, embora sua exuberante inteligência o menosprezasse pelas costas. Hume o ouviu com surpresa, e disse que seguiria vinte milhas para ouvi-lo. Bolingbroke o cumprimentou e recebeu seus sermões impressos e suas visitas; seu irmão, Lorde St. John, tornou-se um convertido e morreu na esperança do Evangelho.

Muitas senhoras da mais alta classe aristocrática tornaram-se cristãs devotas, e exemplos para a Igreja. A marquesa de Lothian chegou em Londres, em uma condição moribunda, nesta época, e se juntou à condessa de Leven, Lady Balgonie, Lady Frances Gardiner, Lady Jane Nimmo, e Lady Mary Hamilton, no estabelecer um encontro de oração e leitura das Escrituras, a ser mantido alternadamente na casa de cada uma, o que continuou a ser bem atendido, e singularmente útil por muitos anos. Ele foi confinado a um seleto círculo de mulheres de alta posição, muitas das quais adornaram a doutrina que elas professavam, através da vida e santidade e abnegação, em meio às suas distintas associadas.

Ainda mais tarde, a condessa de Northesk, e Hopetown, as filhas de Lorde Leven (antigamente Lady Belgonie) com suas irmãs, Lady Ruthven e Lady Banff, Lady Henrieta Hope, e Sophia, condessa de Haddington, eram membros devotas deste seleto grupo. Assim, enquanto o Metodismo reunia suas sociedades das classes mais humildes, no Tabernáculo e Fundição, ele reunia, em assembléias similares, alguns dos "nobres", no quarteirão aristocrático da metrópole.

Enquanto isto, o sucesso de Whitefield abriu caminho para o mais extremo zelo e liberalidade da condessa. Ela cedeu, para os propósitos religiosos, mais de centenas de milhares de dólares. Vendeu todas as suas jóias, e, com isto, construiu capelas para o pobre. Renunciou à sua equipagem aristocrática, suas residências caras, e seus servos uniformizados, para que sua utilidade pudesse ser mais ampla. Adquiriu teatros, saguãos, e capelas deterioradas, em Londres, Bristol, e Dublin, e as adequou para a adoração pública. Novas capelas foram também erguidas, com a ajuda delas, em muitos lugares na Inglaterra, Gales, e Irlanda. Clérigos Calvinistas distintos, homens da igreja, assim como Dissidentes, cooperaram com seus planos, e estiveram, mais ou menos, sob sua direção. Romaine, Venn, Madan, Berridge, Toplady, Shirley, Fletcher, Benson, e muitos outros, compartilharam de seus trabalhos beneficentes. Ela se encontrava com eles, em conferências freqüentes, atendidas algumas vezes pelos Wesleys. Ela realizou um turismo por todas as partes da Inglaterra e Gales, acompanhada pelas nobres senhoras da mesma opinião, e através de eminentes evangelistas, que pregavam, onde quer que elas fossem, nas igrejas, e em campo aberto. Ela mapeou toda a Inglaterra, em seis distritos ou circuitos, e enviou seis "angariadores" dentre seus mais bem sucedidos adeptos, para viajar com elas, e pregar em cada comunidade, grande ou pequena, que não fosse ocupada por trabalhadores similares; e. quando de sua morte, sua influência se estendera, por quatro seções do Reino Unido. Seria difícil, se não, impossível, definir as relações mútuas das sociedades Metodistas Calvinistas.

O Calvinismo tem se inclinado sempre, por alguma lei oculta, independência eclesiástica, e, por este intermédio, favorecido a liberdade de pensamento, preferivelmente à eficácia da organização. Whitefield e Howell Harris eram os principais apóstolos do Metodismo Calvinista; Romaine, Madan, Venn, e Berridge, seus coadjutores; mas a condessa de Huntingdon era seu mais importante centro de união. Seu bom-senso, a influência de sua posição social, como membro da aristocracia Britânica, (uma importante consideração da mente inglesa), e, ainda mais, sua munificência, junto a qual, a maioria das capelas Calvinistas, era, mais ou menos, dependente, a capacitou a centralizar seus adeptos ao seu redor, mas nunca abusou do poder que assim desfrutava.

Nenhuma conferência formal era mantida; poucas conferências representativas, se alguma, de fato, havia; mas os evangelistas Calvinistas naturalmente dirigiram-se à sua casa para aconselharem uns aos outros; e sempre com a presença dela. A maioria de seus líderes era seus capelães, um fato que deu a ela uma influência soberana. Severamente prática, e nunca excêntrica em seus julgamentos, ela se valeu de outras fontes de poder, uma autoridade moral para a qual todos reverentemente se submetiam.
Enquanto dirigia realmente todo o movimento Calvinista do Metodismo, ela nunca ultrapassou o que julgava apropriado ao seu sexo, através de alguma atividade nas assembléias de suas sociedades, ou de alguma atividade nas assembléias públicas de suas sociedades. Ela se "deslocou", em meio deles, mas foi sempre acompanhada, não por Whitefield, porque seus movimentos eram muito rápidos para ela, mas por Harris, Romaine, Venn, Fletcher, ou Madan, que pregavam, enquanto mantinha seu decoro feminino, como ouvinte, planejando os trabalhos deles, e orientando as sociedades privativamente.

Suas excursões, junto a eles, eram freqüentes. Em 1760, seguiu para Yorkshire com Romaine e Venn, e Whitefield juntou-se a ela. Eles viajaram e pregaram, espalhando uma profunda impressão, através de sua trajetória. Em 1762, visitou novamente aquele condado, e, com Venn, Romaine, Mladan, e Whitefield, estava presente na Conferência de Wesley em Leeds. A atenção deles parece ter sido puramente de cortesia e amizade cristã. Nenhuma opinião dissidente perturbou as deliberações; em seu Diário, Wesley deu Graças a Deus por "sua graciosa presente, que atendeu a ela desde o início".
A ocasião deve ter sido de profundo interesse, apresentando, por assim dizer, uma imponente representação de todo o movimento Metodista, na maioria de seus grandes líderes, e exultada por um atendimento incomum dos pregadores locais, líderes de classes e organizadores. Depois da sessão, Whitefield foi para a Escócia, despertando cidades e vilas em seu curso. A condessa apressou-se para Knaresborough, onde se encontrou com freqüência com o clero evangélico do condado, inspirando-os para mais trabalhos enérgicos. Romaine continuou com ela, pregando diariamente e com efeito poderoso. Venn, que havia se incumbido da paróquia de Huddersfield, escreveu-lhe, depois de sua partida, com um coração transbordante, com respeito a "luz e fogo", que sua visita havia espalhado entre as Igrejas de Yorkshire.

A mente universal de Grimshaw, que era evangelicamente o arcebispo de Yorkshire, e agora estava prestes a sair da Igreja triunfante, regozijou-se ao ver algum novo trabalhador entrar em sua grande diocese Metodista. Ele escreveu para a condessa, depois de sua visita, que a "pura obra do Senhor prospera espantosamente em nosso meio", e que as sociedades estavam, em toda a parte, em um bom estado. Assim, pura, naquele momento, era a caridade, e tão fervoroso o zelo de ambas as classes de Metodistas, que foi, de fato, difícil, para ambos, ou seus inimigos, distinguirem um do outro.

Grimshaw escreveu, com uma espécie de êxtase, das bênçãos, "mostradas pelo Senhor", a todos eles, enquanto a condessa e seus capelães estavam em Yorkshire. "Como", ele diz, "nossos corações queimaram dentro de nós, ao proclamarmos o amor e a graça de Deus aos pecadores que perecem. Venha e nos renove; ajude-nos com seus conselhos e suas orações; e encoraje a atividade renovada na causa de Deus. Todos os apóstolos queridos continuam bem; todas as orações para sua querida senhoria, e todos esperando por sua vinda até nós novamente". Ele se encontrava, escreve, em um "longo desvio"; desde que ela esteve com eles, e constatou que Ingham, Venn, Conyers, e Benthley, estavam "todos vivos, e pregando Cristo, crucificado, com sucesso maravilhoso". Nelson, Griinshaw, Ingham, e Venn, acenderam a chama da caridade e zelo cristão, em Yorkshire, e ela ainda irradia sobre suas sepulturas. Não apenas esses primeiros e bonitos exemplos da camaradagem religiosa, mas os resultados consistentes do Metodismo, naquela região, estão entre as melhores vindicações.

Fletcher propôs, na visita seguinte da condessa a Yorkshire, acompanhá-la àquela "terra divina, para aprender o amor de Cristo, aos pés de seus irmãos e patriarcas". Ela foi também atendida por Whitefield, Venn, Howell Harris, Townsend, Dr. Conyers, e Lady Anne Erskine, filha de Lorde Buchan; e Madan juntou-se a eles mais tarde. Eles tinham adoração pública, duas vezes ao dia, Fletcher, o principal pregador, quando Whitefield os deixou cedo para Gales. Eles pararam na paróquia de Venn, em Huddersfield, onde Fletcher pregou duas vezes para as maiores congregações e com efeito evidente. Eles também entraram na paróquia de Grimshaw, que partira para seu descanso. Fletcher e Townsend discursaram a milhares que se reuniram das cidades e vilas ao redor. Madan, Fletcher, e Venn, assistidos por diversos clérigos de Yorkshire, pregaram incessantemente por algumas semanas, não apenas naquele condado, mas nos adjacentes para vastas multidões. Por fim, foi um jubileu religioso, por toda aquela parte da Inglaterra. Whitefield novamente se juntou a eles, e espalhou largamente o interesse público. As Igrejas foram avivadas, centenas, se não milhares de ouvintes foram despertados, e toda a região acordou.

Em 1768, a infatigável condessa fez excursões em Gloucestershire e condados vizinhos, atendida por um corpo de pregadores regulares e irregulares, cujo ministério espalhou uma grande impressão, em todo o seu percurso. "Um notável poder do alto", escreveu a condessa, "acompanhou a mensagem de Seus servos, e muitos sentiram as setas da aflição". Shirley, Romaine, Madan, Venn, e Maddock, estavam com ela, e Whitefield juntou-se a eles em Cheltenham. Eles pregaram nas Igrejas, quando obtinham permissão; quando lhes era negado, eles se dirigiam às capelas Metodistas e Dissidentes, aos pátios das igrejas, às estradas, e campos.

Em Cheltenham, a igreja os recusou, através de seu reitor e mordomos da igreja, mas Lorde Dartmouth, considerado um Metodista, abriu sua mansão para eles. Downing, seu capelão, foi um evangelista Metodista, e fizeram muito bem na vizinhança. Sua senhoria esperava conseguir a Igreja para Whitefield, mas quando ele chegou, ela não lhe foi permitida também. Uma imensa assembléia havia sido atraída pela fama do pregador e pelos esforços do conde; ao encontrar a igreja fechada, Whitefield subiu em uma lápide, e gritou: "Venham para as águas, todos vocês que estão sedentos!". Um espetáculo singular foi este -- a igreja fechada, os túmulos cobertos com milhares de pessoas, e tais membros da igreja, como Venn, Madan, Shirley, Maddock, Talbot, Rowlands, e Whitefield, ordenados e togados, e ainda assim, proibidos de pregar para as multidões famintas, as doutrinas da Reforma Anglicana; e, isto, também, enquanto um fidalgo do reino, um nobre distinguido por sua riqueza e dignidade, admirado pelo rei, o primeiro Lorde de Trade, jurado do Concílio Privado e Principal Secretário do Estado para o Departamento Americano, permaneceu com sua família, entre seus amigos e benfeitores. Tal foi o tratamento do Metodismo, pela Igreja Estabelecida da terra.

Venn falou deste "dia de campo", e aqueles que imediatamente se seguiram, como notáveis para o interesse e sucesso, além do que seus "poderes poderiam descrever". Ele diz que foi subjugado, por um senso de terrível poder e presença de Jeová; que o efeito do discurso de Whitefield era tão irresistível que alguns dos ouvintes caíram prostrados junto às sepulturas, outros soluçaram alto, alguns choraram em silêncio, e quase toda a assembléia parecia tomada de grande terror. Quando o pregador aplicou o texto ao iníquo, "esta palavra corta como espada". Muitos gritaram com angústia. Neste momento, Whitefield fez uma "terrível pausa", de alguns segundos, então, irrompeu em lágrimas. Madan e Venn levantaram-se durante este curto intervalo, e exortaram as pessoas a controlarem, tanto quanto possível, suas emoções. Duas vezes, mais tarde, eles repetiram o mesmo conselho. "Ó, com que eloqüência!", escreve Venn, "que energia, que ternura, Whitefield suplicou aos pecadores para se reconciliarem com Deus, e virem eternamente para ele, e descansarem suas almas cansadas, em Cristo, o Salvador".
Quando o sermão terminou, as pessoas pareciam encantadas com o lugar. Madan, Talbot, Downing, e Venn encontraram ampla ocupação no esforço de confortar aqueles que sucumbiram, sob a consciência da culpa. Eles se separaram em diferentes direções em meio à multidão, e cada um foi rapidamente cercado por uma audiência atenta, até ouvirem a palavra da vida. Ao saírem da Igreja, os evangelistas encontraram abrigo na mansão de Lorde Dartmouth.

Whitefield administrou o sacramento lá, na mesma tarde. Talbot "exortou", e Venn terminou o dia, com oração e ação de graças. O dia seguinte foi igualmente interessante. Whitefield discursou para uma "prodigiosa congregação", no pátio da Igreja, e Talbot pregou à noite na residência do conde, onde todos os quartos e terrenos próximos ficaram lotados. Uma mesa foi trazida para fora, diante da porta, e Whitefield subiu nela, e discursou com efeito esmagador. A informação desses cenários extraordinários logo se espalhou pelas redondezas, e no dia seguinte, Charles Whesley e muitos Metodistas de Bristol, Gloucester, Tewkesbury, Rodborough, e vilarejos vizinhos, chegaram, e compartilharam no Pentecostes, mas todos "os choros altos e gritos cortantes haviam diminuído, e a obra de conversão prosseguiu, e muito bem foi feito". Assim a condessa de Huntingdon, silenciosamente presente com seus associados apóstolos, espalhou sua atividade de poder despertador do Evangelho, através de muitas terras. Ela planejou e conduziu essas medidas. Supõe-se que havia por volta de quarenta clérigos da Igreja Estabelecida publicamente conhecidos, nesta época, como "evangelistas". Wesley tentou, em vão, introduzir algum plano de cooperação, junto a eles, que não comprometesse suas opiniões. Com Whitefield e Lady Huntingdon, ele teve mais sucesso. Ele os encontrava frequentemente em Londres, e pregava a residência da condessa, em meio às multidões, não apenas da aristocracia, mas dos ministros Metodistas Calvinistas.
Ele ocupou o púlpito deles, também, em suas viagens através da região. Ainda mais tarde, a condessa, Whitefield e os dois Wesleys consolidaram sua harmonia cristã, através de uma espécie de "aliança quádrupla" formal, como Charles Wesley denominou. Eles concordaram em se encontrarem, tão freqüentemente quanto era conveniente e cooperava com sua obra comum. Lady Huntingdon louvou grandemente os conselhos de Wesley. Ela não falharia em perceber sua peculiar habilidade como um administrador eclesiástico, e, mais do que qualquer outro líder do Metodismo Calvinista, compartilhou de seu gênio legislativo e executivo; mas seu sexo não admitiu sua empenho à amplitude necessária, através de suas sociedades. Ela o consultou frequentemente em ocasiões importantes. Ela submeteu-se a ele, e também a Venn, Romaine, e suas outras associadas notáveis, seu plano para educação dos pregadores, do qual surgiu seu Trevecca College. Wesley aprovou afetuosamente o esquema; ele foi, de fato, a exemplificação de um desígnio que ele mesmo apresentara em sua primeira e segunda Conferência. Seu zelo e munificência providenciaram lugares para adoração, mais rápido, do que eles seriam supridos, através de seus pregadores. especialmente em Gales. O colégio para a preparação dos clérigos foi, portanto, aberta, em um castelo pitoresco e decadente do século doze, em Trevecca, a terra natal de Howell Harris, o evangelista galês Metodista.

Sua preparação para este propósito consumiu todos os recursos disponíveis da condessa; mas as senhoras Glenorchy e Chesterfield, com outros amigos aristocráticos, mas devotos, deu a ela grandes contribuições. Wesley aprovara grandemente seus planos, e ela o submeteu à Fletcher de Madeley. No final do dia, quando ele recebeu sua carta, retirou-se para seu aposentos e meditou seriamente a respeito. Nos devaneios da noite, o esquema revolveu seus pensamentos, e um jovem, "James Glazebrook, mineiro de carvão, também de minério de ferro nas florestas de Madeley", apareceu como em uma visão diante dele - um estudante adequado com quem começar "a escola dos profetas".

"Para minha grande surpresa", escreveu Fletcher à condessa, "ele veio para Madeley na manhã seguinte. Eu me certifiquei que ele tentando há muito falar comigo". Ele se convertera há sete anos, e "não" tinha "dom, quer para cantar ou orar", e seu "julgamento e sentido eram superiores à sua condição". Tal foi o primeiro aluno de Trevecca.
O próprio Fletcher tornou-se seu presidente; e depois de algum tempo, Joseph Benson, o comentador Wesleyano, foi designado para seu diretor. Os estudantes logo afluíram. As opiniões religiosas não eram condição para admissão; mas os candidatos que professassem ter se convertido verdadeiramente a Deus, e estavam resolvidos a se devotarem ao ministério, que, quer na Igreja Estabelecida, ou em qualquer denominação dos Dissidentes, eram bem-vindos, e supridos, às custas da condessa, com refeição, instrução e vestuário, durante o ano.

Em Agosto de 1769, um cenário notável foi exibido em Trevecca. A celebração do primeiro aniversário do colégio; e tão católico era ainda todo o movimento Metodista, que ambos seus líderes, Calvinista e Arminiano, se encontraram em harmonia e deram um exemplo de amor cristão, que nunca seria esquecido por seus sucessores. Quase uma semana antes da celebração, muitos dos mais distintos evangelistas chegaram, e vastas congregações, sermões, exortações, orações e conversões, no pátio do castelo, marcaram esses dias preliminares. Cedo, na manhã do aniversário, a Eucaristia foi administrada, e compartilhada pelos Metodistas de todas as opiniões. Seus administradores foram Wesley e Shirley, os homens expoentes do Calvinismo e Arminianismo daqueles tempos. Uma grande companhia de clérigo primeiro compartilhou dela, então, os estudantes, e, mais tarde, a condessa, e uma série de "senhoras eleitas", principalmente da classe alta, seguidas pela multidão. Fletcher pregou no pátio, às duas horas, e foi bem sucedido com um sermão em Galês, depois do que, todos os clérigos jantaram com Lady Huntingdon, enquanto pão e carne eram distribuídos em amplas cestas para a multidão do lado de fora.

À tarde, Fletcher pregou, seguido de um segundo sermão. A noite foi devotada ao "banquete de confraternização", a primitiva ágape, derivada de uma forma simplificada dos Morávios de Londres; foi uma ocasião de extraordinário interesse; todas as classes “juntas, como nos lugares celestiais, em Jesus Cristo". Howell Harris, com um grupo de seus convertidos galeses, tomou parte nos exercícios em seu próprio idioma, e narrativas de experiência cristã, orações, e hinos ocuparam as horas. Wesley, sempre apressado, partiu no dia seguinte; mas Fletcher, Shirley, e outros clérigos permaneceram diversos dias, em devoções fraternas, pregando de uma plataforma, no pátio, para as multidões que ainda se demoraram com eles, em profundo interesse religioso.

A "conexão" de Lady Huntingdon ocupou um importante lugar na história do movimento Metodista. Isto estendeu o movimento efetivamente em meio aos Calvinistas britânicos, quer dentro ou fora da Igreja, e, assim, contribuiu inestimavelmente para a influência geral, mas potente, que os clérigos imparciais e Dissidentes reconheceram ter sido mostrado pelo Metodismo em todo o progresso posterior da religião na Grã Bretanha.
Assim como Wesley, Lady Huntingdon, com Whitefield, Howell Harris, e a maioria de seus pregadores, estavam fortemente ligados à Igreja da Inglaterra. Eles desejaram não serem classificados como Dissidentes; mas com o objetivo de proteger suas capelas da supressão, ou apropriação pela Igreja Estabelecida, ela teve de se valer, em 1779, do "Ato de Tolerância", uma lei, na quall todas as sociedades religiosas que não estivessem sujeitas ao poder eclesiástico estabelecido, poderia controlar suas capelas, por meio de uma declaração, direta ou virtual, de dissidência. Sua "conexão" assim tomou seu lugar em meio à Igrejas Dissidentes, e Romaine, Townsend, Venn, e muitos outros de seus mais influentes colaboradores, pertencentes à Igreja Estabelecida, cessaram de pregar em suas capelas.

A famosa controvérsia Calvinista (1770) que produziu o notável "Checks" de Fletcher conduziu à divergência final do Metodismo Calvinista e Arminiano. A morte de Whitefield na América, por volta da mesma época foi um golpe terrível para a causa. Um dia de jejum e oração foi observado em todas as capelas da condessa, em benefício da causa deles, na Geórgia. Em 1772, ao adquirir as terras de seus herdeiros para a propriedade de Whitefield na província, ela manifestou o desejo de indicar um diretor e um pastor para o Orfanato, e de mandar juntamente com eles, grupos de pregadores para executarem a evangelização das colônias do sul. Ela emitiu uma circular, convocando todos os ministros e estudantes em sua "Conexão", para se encontrarem em Trevecca, para examinarem tais alunos, voluntários para o serviço; consagrar a medida planejada com práticas religiosas; e "executar a obra da Conexão, mais efetivamente na Inglaterra, Norte e Sul de Galés, e Irlanda".

Assim, em 9 de Outubro um outro jubileu memorável começou no antigo castelo de Trevecca. Acompanhada pelos eminentes clérigos e leigos, ela encontrou pelo caminho, os estudantes do colégio, e muitos visitantes dirigiram-se a eles das várias partes da região em direção ao Monte Sião Metodista Galês. Quando chegaram, eles foram recebidos pelos estudos com o hino: "Bem-vindos, servos abençoados", e com oração, quando de sua entrada; e, no jantar, os estudantes cantaram: "Vocês servos de Deus, seu Mestre proclamam". Um sermão foi pregado à noite, e o dia foi encerrado com ceia, canto, e orações. Os serviços públicos começaram no dia seguinte, e continuaram, por duas semanas. Independentemente da missão americana, a ocasião foi de grande benefício local, e de vantagem geral à causa Calvinista, devido à revisão de seus interesses em todo o Reino Unido.

Um grupo missionário foi organizado, e em 27 de Outubro, embarcaram de Blackwall a Gravesend, para a América. Este foi um dos primeiros daqueles sublimes espetáculos do embarque Missionário que, do impulso daquele Metodismo foi, então, dado ao Protestantismo inglês, se tornou comum hoje. Antes da partida, os missionários pregaram diariamente para vastas multidões no Tabernáculo, no pátio da Capela em Tottenham, e a céu aberto, na Colina Tower. A comunidade religiosa da metrópole foi estimulada, na ocasião, e não foi inadequadamente chamá-la de "O jubileu Metodista". Um hino para o embarque, escrito por Shirley, foi impresso para a cerimônia. Multidões imensas se juntaram na beirada do rio, e, quando o barco partiu, um solene e emocionante cenário foi apresentado. Todos os semblantes estavam cobertos de lágrimas; chapéus e lenços eram acenados, em todas as direções, "dando adeus a esses servos de Deus; e orações e desejos ascenderam, como numa nuvem de incenso ao grande Cabeça da Igreja, recomendando-os à sua proteção misericordiosa e cuidado. Tal espírito de oração e súplica foi derramado junto ao povo de Deus, neste período interessante, como nunca antes fora lembrado. Cada coração foi afetado; e as impressões, então, feitas foram atendidas com os resultados mais benéficos".

Em seis semanas, o grupo missionário chegou a Savannah e foi recebido no Orfanato de Whitefield, do qual, logo seguiu em todas as direções, pregando, o "eterno Evangelho", com "sinais imediatos". Eles realizaram uma obra extensa e útil, viajando por toda a região e trabalhando com todas as denominações. "O trabalho deles foi coroado com singular sucesso, e muitos, através de seu ministério, receberam a luz do Evangelho". Eles se devotaram especialmente à salvação da população Africana. Eles fortaleceram as fracas e incipientes Igrejas nas fronteiras sul da região, e "despertaram o zelo adormecido de muitos, ao enviarem o Evangelho aos seus vizinhos pagãos", os aborígines.

Durante muitos anos, esses missionários laboriosos executaram sua boa obra. O governo da província teve interesse em seus planos, e ofereceu-se para construir uma Igreja em Savannah, e a apresentou à condessa. "Os convites", ela escreveu, "que eu tenho para nossos ministros, em várias partes da América, são tão gentis e afetuosos que parece como se nós fôssemos ter nosso caminho livre, através de todo o continente", “em todos os assentamentos, ao redor, nos asseguraram que as pessoas construirão capelas para nós, às suas custas”.

Ela organizou um plano, que foi encorajado por Lorde Dartmouth, de uma larga concessão de terras do governo, a serem doadas para missões extensas; e reforços ministeriais foram supridos de Trevecca, ao encontro das necessidades das regiões espiritualmente destituídas do país. O prospecto era que o Metodismo Calvinista se espalharia assim sobre a porção sul das colônias, e logo encontrariam o Metodismo Arminiano, que estava agora em sua marcha para o sul. Mas fora determinado o contrário nos conselhos da Providência Divina. O Metodismo estendeu seu controle sobre todas essas regiões, mas não com um interesse dividido. A guerra revolucionária não estava dilacerando muito longe, e o Novo Mundo deveria ter seu próprio Metodismo, assim como seu próprio governo.

O Orfanato foi destruído pelo fogo. Depois de oito anos de serviço, os missionários, seguindo o exemplo do clero inglês mais regular das colônias, escaparam para a Inglaterra, no comboio britânico, na redução de Charleston. Finalmente, a propriedade da condessa foi tomada pelos americanos, e o campo sul ficou desocupado e aberto para os Metodistas Americanos Arminianos, que logo depois, carregaram a cruz triunfantemente, por toda sua extensão e largura.

A condessa se esforçou, durante e depois da guerra, para recuperar suas importantes propriedades na Geórgia para os propósitos missionários; ele se correspondeu com Washington a respeito; Franklin aceitou um encontro como um dos seus curadores; Laurens, Presidente do Congresso, preso por alguns meses, na Torre de Londres, tornou-se seu amigo e aconselhador, e seus filhos se incumbiram, no retorno para a América, de resolver suas reivindicações lá, mas sem sucesso.

No ano em que Wesley morreu (1791), a condessa de Huntingdon, com o peso de seus oitenta e quatro anos, encerrou a mais notável carreira que é registrada para seu sexo, na Igreja moderna, com uma morte que foi coroada com a serenidade e esperança que norteou uma vida, tão devota e beneficente. Através de uma enfermidade demorada e dolorosa, ela deu expressão aos sentimentos, não meramente da resignação, mas de arrebatamento.

Quando uma veia se rompeu, com o presságio de sua partida, ela disse: “Eu estou bem; tudo está bem – bem para sempre. Eu vejo, para onde quer que eu olhe, se eu vivo ou morro, nada significa, a não ser vitória. A vinda do Senhor está próxima, a vinda do Senhor está próxima! O pensamento preenche minha alma com alegria inexprimível; minha alma está cheia da glória; eu estou como se no próprio céu. Eu estou cercada com os braços de amor e misericórdia; eu desejo ir para casa; Ó, eu desejo estar em casa!”. Um pouco antes de morrer, ela disse repetidamente: “Eu irei ao meu Pai esta noite”, e logo depois: “Será que ele se esqueceria de ser gracioso? Existe algum fim, para sua ternura amorosa?”. Suas últimas palavras quase foram: “Minha obra está feita; eu não tenho nada mais a fazer, do que ir para meu Pai”.

Ela deixou vinte mil dólares para as caridades, e o restante de sua fortuna, para o apoio de sessenta e quatro capelas que ela ajudou a construir em várias partes do reino. Nenhuma mulher, talvez, na história da Igreja, certamente nenhuma dos tempos modernos, tem feito mais, com trabalhos diretos e liberalidade na promoção da religião genuína.

Seu caráter tem recebido o melhor traço possível, através do registro de suas obras. Ela era profundamente devota, como sua vida e morte atestaram. Um historiador alemão do Metodismo, que a conheceu pessoalmente, diz que “ao conviver com ela, você esquece o título de nobreza, em sua mostra de humilde e amorosa piedade”. Ela foi liberal, em excesso, como é mostrado pelos obstáculos que ela frequentemente sofreu em suas contribuições ao pobre.

O poder com que ela dirigiu tantos homens hábeis, através de tantos anos, é o mais notável por não ter sido o resultado de alguma prerrogativa oficial ou eclesiástica. Ela se assemelhou a Wesley, na tenacidade e firmeza com que ela executou sua longa e grande obra; e, talvez, o fato de ser mulher apenas a privou de igual sucesso e eminência.
Escritores, não apenas Metodistas, admitem como temos visto, que o Metodismo salvou a Não-conformidade da Inglaterra; Whitefield e a condessa de Huntingdon eram seus principais representantes e promotores em meio aos Não-conformistas. Todo o Dissidente da Inglaterra sente seu poder hoje. Gales, por todos os lados, traz as assinaturas de seus benefícios. Jones, Harris e Rowlands começaram sua regeneração evangélica, mas seus trabalhos foram descontinuados, e sem extensão suficiente. Whitefield e o Calvinismo da condessa deram poder a eles no Principado; eles trouxeram os três evangelistas galeses, em cooperação, uns com os outros, e em comunhão com o Metodismo, e, consequentemente, em conexão com o Metodismo Wesleyano, tem surgido aquele extraordinário progresso religioso, em que as trinta Igrejas Dissidentes de 1715 aumentaram para duas mil e trezentas; e a capela agora se espalha por quase toda a região, e mais de um milhão de pessoas, praticamente toda a população de Gales, atendem à adoração pública, em alguma parte do Sabbath.

Os Metodistas Calvinistas, que geralmente reconheceram no patronato e superintendência de Lady Huntingdon um elo de unidade, se dividiram, por fim, em três seitas: A primeira foi conhecida como a Conexão de Lady Huntingdon; ela observava estritamente as formas litúrgicas da Igreja Inglesa, e seu ministério cessou de sair em itinerância; ela possui em nossos dias, cerca de sessenta capelas; Cheshunt College, em Hertfordshire, pertence a ela, e foi substituída por Trevecca, quando o arrendamento da última expirou. A segunda foi chamada de Conexão Tabernáculo, ou Metodistas Whitefield. Algumas de suas Igrejas usaram a Liturgia nacional, mas muitas adotaram as formas de Independentes Congregacionais, e a maioria tem sido absorvida pela última denominação. A terceira é conhecida como os Metodistas Calvinistas de Gales; que continuou a prosperar até nossos dias. Suas capelas são encontradas em quase todas as vilas, em Gales, e sozinhas são mais de dois terços do número pertencente à Igreja Estabelecida.

Em 1785, ela foi mais completamente organizada pelo Rev. Thomas Charles, cujo gênio legislativo tem assim perpetuado, no vigor efetivo, a utilidade de Griffith Jones, Howell Harris, Daniel Rowlands, e seus assistentes Metodistas Calvinistas, De acordo com as estatísticas do Governo Britânico, concernente a Gales, para 1857, havia no Principado, Metodistas Calvinistas, 52.670 comunicantes, 462 pregadores, e 794 igrejas; os Metodistas Wesleyanos, 19.014 comunicantes., 414 pregadores e 400 igrejas.

Tradução: Izilda Bella

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