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Rio, 17/9/2007
 

O Salmo 116 - As marcas concretas da gratidão a Deus

Pr. Ronan Boechat de Amorim


 


O Salmo 116 é uma oração de agradecimento a Deus, escrito muito possivelmente após a cura de uma doença grave. Nos versículos 1 a 4 estão o agradecimento dirigido ao Deus que ouve o clamor e atende as orações dos que o invocam. Os versículos 5 e 6 mostram que a experiência da libertação/cura faz o salmista reconhecer a justiça e o amor de Deus que se voltam para os pobres e necessitados. Nos versículos 7 a 9, o reconhecimento da libertação/cura introduz a confian-ça, que é o clima da fé.

Há uma mudança de tema nos versículos 10 e 11, quando o salmista menciona uma situação em que aparentemente ele é caluniado. Muitas vezes (como no livro de Jó podemos ver) as pessoas enfermas eram acusadas injusta e impiedosamente de terem feito algo para me-recer o castigo divino, no caso, a grave enfermidade. Muito possivel-mente era essa a calúnia contra o salmista (há ocasiões em que por não se saber explicar enfermidades e outras coisas, caímos na tentação de explicá-los erroneamente como “ação de Deus”. É verdade que não podemos ter a arrogância de querer explicar Deus e todas as suas ações, mas também não podemos cair na ignorância de confundir tudo que não podemos explicar com a ação de Deus. Deus não é a nossa ignorância!).

Nos versículos 12 a 14 o salmista reflete sobre o que fazer para demonstrar concretamente a Deus, e não apenas com palavras, a sua gratidão. A conclusão do salmista, cremos inspirada por Deus, sustenta-se sobre 4 atitudes:

1º) Tomar o cálice da Salvação
Cálice na bíblia tem o sentido de destino, ou seja, de vocação. Jesus pede ao Pai em Mt 26:39 para, se possível, passar aquele cálice. Jesus diz que não pode garantir que João e Tiago se assentem um à sua direita e outro à sua esquerda na plenitude do Reino de Deus, mas lhes oferece beber do cálice que Ele está para beber (Mt 20:22). Tomar o cálice da salvação é envolver-se na Obra de Deus, assumir a vocação de Jesus como nossa vocação. É estar separado para o Senhor. Santificar-se.

2º) Invocar o nome do Senhor
Invocar é chamar a presença, o senhorio e a autoridade de Deus sobre si. Invocar é orar, mas é uma oração onde declaramos nossa submissão ao Senhor e onde assumimos um estilo de vida (nova vida) dependentes da graça e do poder de Deus.

3º) Cumprir os votos
É ter predisposição, intenção, desejo e nos esforçar para sermos fiéis ao Senhor em nossa parte na Aliança de salvação que o Senhor firmou conosco. Cumprir os votos é desejo e prática de fidelidade a Deus. É procurar apresentar-se a Deus aprovado como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja bem a Palavra da Verdade (2Tm 2:15).

4º) ...na presença de todo povo
Não apenas o cumprimento dos votos ao Senhor, mas igualmente o invocar o nome do Senhor e o tomar o cálice da Salvação, devem ser atitudes públicas, ou seja, fazendo dos que presenciam tal ato testemunhas desse mesmo ato. Como ato público, no lugar devido (o culto), é um testemunho sobre o amor e o socorro que vêm de Deus.

Nosso culto, nossos ritos, nossa fala, nosso procedimento, nossos gestos, nosso compromisso devem ser realmente um testemunho contínuo e ininterrupto do amor de Deus e de nossa submissão ao seu Senhorio.

Finalmente os versículos 15 a 19 desse Salmo 19 fazem menção à morte, indicando que o agradecimento foi feito após a cura de uma doença grave. O versículo 15 destaca que a vida de cada pessoa é valiosa para Deus. Deus se importa e ama. Deus é sempre quem toma a inicia-tiva para com as pessoas. “Ele nos amou primeiro”. Gratidão, fidelidade, santificação, conversão, etc, são, portanto, sempre respostas que damos ao insistente, provocativo e misericordio-so amor de Deus.

Vejamos o quanto Deus tem nos amado e cuidado de nós, e respondamos a Deus com gratidão, com gratidão concreta e verdadeira: invocando o nome do Senhor, tomando o cálice da salvação, cumprindo os votos ao Senhor, e sendo testemunhas vivas do amor de Deus, para que o mundo creia.

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