IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 17/9/2007
 

Um dia sem televisão - Ibope zero para a TV (Campanha de 2001 promovida pelo Colégio dos Bispos Metodistas)

ZZ Outros Colaboradores ZZ


 

"UM DIA SEM TELEVISÃO – IBOPE ZERO PARA A TV”

"Portanto, meus irmãos, encham as suas mentes com tudo o que é bom e merece elogios: o que é verdadeiro, digno, justo, puro, agradável e decente. Ponham em prática o que vocês receberam e aprenderam de mim, tanto as minhas palavras como as minhas ações. E o Deus que nos dá a paz estará com vocês."
(Filipenses 4:8-9)

Além da palavra dos Bispos Metodistas sobre a má qualidade das novelas da TV, enviamos também a todo povo Metodista do Brasil um texto para aprofundar nossa reflexão a respeito da qualidade dos programas, músicas, informações e mensagens que recebemos diariamente pelos meios de comunicação, em especial, pela TV.

Você pode encontrar esse texto no mural de sua Igreja ou com o seu pastor. Você deve ler o texto e usá-lo como uma ferramenta de discussão nos grupos existentes em seu local de trabalho, de estudos, de conversa, de comunidades de fé... Enfim, em todos os espaços possíveis e aqueles que você criar, com o fim de desenvolver uma mentalidade mais crítica quanto ao conteúdo das mensagens que nos rodeiam. Nosso objetivo é proporcionar elementos facilitadores dessa discussão, que nos levem a uma tomada de posição quanto a esse relevante tema.

Em função disso, o texto propõe um desafio para do dia 1º de maio: um dia de Ibope zero para a TV. Se você e seu grupo decidirem se engajar nesse desafio, escreva para nós, contando como foi a experiência.

Com iniciativas como essa, desejamos contribuir, efetivamente, para o aumento da qualidade das informações e conteúdos dos meios de comunicação e, assim, ajudar na construção de uma sociedade melhor, mais atenta, crítica e consciente, nos termos do Reino de Deus.

Sede Nacional da Igreja Metodista

NOSSOS DESAFIOS COMO IGREJA DE CRISTO

Precisamos inaugurar e desencadear em nosso país um processo educativo com respeito aos meios de comunicação de massa e uma reflexão crítica com respeito às comunidades, sobre as programações da mídia e os valores transmitidos explícita e implicitamente para o povo. Algumas atitudes que podemos e devemos assumir:

1) Nós, evangélicos, com certeza precisamos de menos tempo diante de uma TV e mais tempo orando, lendo a Palavra, visitando um doente ou um amigo, reunindo a família para conversar ou desenvolvendo algum tipo de atividade integradora. Precisamos investir em ações que aumentem o companheirismo, a solidariedade e o sentido de vida familiar E diante da TV precisamos ser seletivos (tudo me é lícito mas nem tudo me convém!) e ter senso crítico quanto aos conteúdos de filmes e programas.

A TV não pode ser a babá nem a educadora de nossos filhos. O ideal é que as crianças assistam à TV junto de seus pais. Mesmo nos desenhos animados e nos programas tipo “Mundo Selvagem”, a carga de violência é grande.

2) Converse com seus amigos e familiares sobre essa questão: os valores ruins que estão sendo passados pela TV. Oriente seus filhos, sobrinhos, afilhados, alunos sobre as programações de TV e o baixo nível de alguns grupos de funk, pagode e outros que hoje tomam conta da mídia, particularmente dos programas de auditório.

3) Publique partes desse texto no boletim de sua Igreja, organize debates com seu grupo societário ou classe de Escola Dominical. Faça algum cartaz bonito para o mural do seu local de trabalho. Mande e-mail e cartas para amigos e colegas. Quem tiver acesso a jornais locais, regionais, institucionais deve escrever cartas, pequenos artigos. Devemos escrever para governantes, empresas fonográficas produtoras de CD com música de baixo nível e para a Rede Globo (e outras emissoras de TV), por carta ou e-mail, manifestando nossa indignação e exigindo um padrão de qualidade condizente com a cidadania e os valores éticos do Evangelho.

A opinião pública é a maior adversária da baixa qualidade de um programa de TV. Basta lembrar quantas histórias nas novelas foram mudadas por causa da “opinião pública”. Então, como diz o ditado popular, “precisamos botar a boca no trombone”.

4) Vamos divulgar o dia 1º de maio de 2001 como o dia-alvo da campanha um “Dia sem Televisão – IBOPE ZERO PARA A TV”. Sabemos que a mídia não se pauta pelos valores do Evangelho e que estamos num país democrático, no qual há livre direito de expressão e de credo religioso. Por isso mesmo, sendo a TV uma concessão pública, não pode defender ou fazer apologia para determinado segmento religioso.

Nós, evangélicos, temos um compromisso com a luta pela cidadania de todas as pessoas. Temos visto esses valores grosseiramente desrespeitados, e nós mesmos temos sido desrespeitados como grupo religioso. Por isso, devemos abrir nossa boca e reclamar. Hoje, nós somos uma parcela significativa de telespectadores da TV e, conseqüentemente, um “mercado consumidor” promissor. Temos de usar essa força como um protesto, uma exigência por um melhor padrão de qualidade das programações e seus conteúdos.

Como diz o Pr. Sérgio Marcus Pinto Lopes, na letra que escreveu para o hino “Vida e Missão”: “no Brasil de hoje não há mais lugar para Igreja muda a se resguardar”. Não podemos ser uma Igreja muda, pois somos servos e servas do Deus que faz os mudos falarem. Vamos ser voz profética em nosso país, pois, sem essa voz, nosso povo brasileiro perecerá. Basta de moralismo superficial e vazio. O que é preciso mesmo é o Evangelho vivo do Senhor Jesus Cristo.

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