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Rio, 13/10/2007
 

A criança, a bacia e a água suja (Rev. Nilson da Silva Junior)

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A criança, a bacia e a água suja.
Outubro 11th, 2007

Existe uma expressão popular muito interessante que diz mais ou menos assim: “jogou a água da bacia, com criança e tudo”. Na verdade, esta é uma forma simples de expressar indignação ao notar que, na intenção de se livrar de algo incômodo e repugnante, as pessoas acabam pondo no lixo questões e coisas profundamente valiosas. De certa maneira, o ditado da criança, da bacia e da água, trabalham alguns dramas vividos por nós, especialmente no que diz respeito à dimensão dos nossos julgamentos pessoais que elaboramos ao longo da vida.

Nosso julgamento é diverso, como nós somos diversos… interpretamos as ações e reações da vida e dos outros a partir daquilo que somos e que temos em nosso espaço moral e ético… cada um de nós tem uma lente própria, resultado do conjunto de experiências acumuladas ao longo do tempo.

E não é errado termos nossas lentes pessoais… é isto que nos forma e nos baliza enquanto personalidades distintas… isto faz toda a diferença, mas também constrói a dinâmica do debate, da razão e do crescimento.

Então porque jogamos as crianças fora, junto com águas sujas da vida?

Não sou um especialista na vivência humana, porém, arriscaria dizer que jogamos as crianças junto com a água porque não temos a preocupação de separar criança de bacia, bacia de água e água limpa de água suja.

Certamente, se usássemos a alegoria desta bacia em nossas vidas, diríamos que todo conjunto tem suas virtudes e pecados… ninguém, nem qualquer associação, grupo, pode ser considerado exato ou correto sob todos os aspectos. A fragilidade humana nos limita e nos lança sempre em direção da imperfeição. Porém, podemos pensar, que os equívocos que achamos nos contextos que julgamos, não representam a totalidade… ninguém e nenhum grupo é plenamente perfeito ou imperfeito… bom ou ruim… todo conjunto ou personalidade, possui acertos e erros, uma mistura de coerência e incoerência, bondades e maldades!

Erramos em nossos julgamentos por isso… tratamos tudo e todos como uma coisa só, sem divisões, sem variações, sem momentos e situações distintas… julgamos de uma vez só, e, infelizmente, às vezes, para sempre!

Desta forma perdemos muitas crianças junto com a água suja da bacia, ou seja, na preocupação de rechaçar o mal que está no/a outro/a, jogamos fora também o bem que está contido nele/a… lançamos bacia afora tudo, de uma só vez, sem examinar se existem valores, benefícios… ficamos sem as ruindades e sem as benesses que poderia haver ali.

O exemplo de Cristo nos faz repensar sobre as bacias que encontramos pela vida… Ele, mais que ninguém separou as coisas… assentou-se no meio de pecadores, aproximou-se de uma mulher de vida duvidosa, conviveu com um coletor de impostos, com vários pescadores pobres, foi jantar na casa de um fiscal corrupto e, finalmente, morreu no meio de dois ladrões!

Ele, seguramente, encontrou boas coisas naquelas pessoas discriminadas… e elas encontraram nele a possibilidade de superar seus problemas… eram nada mais que crianças perdidas no meio de água suja!

Vamos, assim, observar mais as bacias sujas e descobrir as crianças que se encontram no interior delas!

Feliz dia da Criança!

Na graça e na paz,

Rev. Nilson

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