IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Mulher
Rio, 16/10/2007
 

Mulher: imagem de Deus no novo milênio, no lar, na Igreja e na comunidade

ZZ Outros Colaboradores ZZ


 

Textos bíblicos:
Gn. 1.26-29;2.18-25;Mt.19.4-6;Pv.31.10-31; Ef. 4.21 ss.1Pd.3.1-7.

A mulher, desde o princípio da criação, é parte da expressão da Imagem de Deus. Ao criar o ser humano, Deus colocou nele as características presentes em Si mesmo, na Sua Imagem. Estas características estão presentes na mulher e no homem, nas expressões que lhes são peculiares e nas que revelam a sua identidade. A plenitude da visão de Imagem div ina encontramos na junção homem e mulher. Cada ser assexuado expressa características comuns e diferenciáveis.

Dentre vários elementos que podemos considerar como componentes da Imagem e Semelhança de Deus (não somente no terceiro milênio) mas sempre gostaríamos de destacar alguns:

. LIBERDADE
. RESPONSABILIDADE
. CAPACIDADE PARA TER COMUNHÃO (COMUNGAR)
. RELACIONAMENTO (UM SER RELACIONAL)
. COMUNICAÇÃO
. EXPRESSÃO DA AFETIVIDADE
. SER SOLIDÁRIO

Ao analisar a mulher verificamos que ela possui em sua intimidade muito destes aspectos da imagem divina citados.


II - O LUGAR E O PAPEL DA MULHER NA VIDA FA MILIAR
Vivemos num momento em que a mulher vivencia o seu grande momento de transformação.Apesar desse processo ter sido iniciado a muito tempo, ainda é algo em desenvolvimento.Posições e articulações tem sido tomadas visando atingir determinados objetivos e posições na sociedade e na família ocupando a mulher espaços que no passado lhes eram negados. No caminhar destas buscas, atitudes extremadas tem estado presente, tanto no que diz respeito à manutenção da mulher na ocupação e na vivência do seu espaço e papel tradicional, bem como a recolocação da mulher através de uma nova expressão do seu ser pessoal e social. Isso tem causado certa tensão pessoal, fam iliar, eclesial e social.

1. Em Primeiro lugar temos que destacar que a Mulher é Pessoa, acima de tudo. Pessoa e não Personagem, m uito menos objeto sob o controle da família, da sociedade, do homem e, até da Igreja. Jesus valorou o sem tido de Pessoa, na mulher. Veja o exemplo do diálogo e de sua ação transformadora no episódio dele com a mulher Samaritana.

2. Na narrativa da criação, tanto quanto em outros textos bíblicos, a mulher é vista como Companheira, Auxiliadora. Alguém que não está atrás, mas ao lado e muitas, vezes, na frente do homem. Ela não é nem o cabeça e nem o objetivo submisso do homem e da família.

3. Dons e M inistérios ajudam a entender a diversidade do perfil e do papel da mulher na vida familiar, eclesial e social. Cada mulher é alguém impar, possuindo características pessoais conferidas pelo Criador e plena de Dons que surgem da Graça de Cristo na ação do Espírito Santo. À luz deste fato muda-se muito a forma e a ótica de entender-se a m ulher à luz de sua responsabilidade ministerial no contexto, aqui, da família. Cada mulher passa a ocupar um lugar e desempenhar um papel segundo as suas características pessoais, a sua individualidade e não as imposições pessoais e sociais de terceiros.

4. À luz da realidade a tensão existente na vida da mulher no contexto da família surge do fato de vê-la, entendê-la e exigir-lhe o cumprimento de Papéis exigidos pela sua compreensão de Personagem e não de Pessoa. Pessoa com as suas características próprias e suas necessidades específicas.

5. O papel e o lugar a ser ocupado é definido à luz das EXPECTATIVAS SOCIAIS presentes para com a pessoa, neste caso a mulher. Exister expectativas que são gerais, vistas de formas globais e Expectativas Específicas ligadas a determinadas pessoas, ambientes, contexto cultural, social, religioso ou familiar.

6. O papel e o lugar a ser ocupado deve levar em conta as características pessoais de cada mulher, sua realidade, suas necessidades e potencialidades. A cada uma é exigido aquilo que possui e lhe foi dado. Daqui surge, dentre do contexto global das exigências situações bem própria e específicas a cada mulher.

7. Ao ver esta realidade à luz do lugar e papel tradicionais podemos perceber , em muitas m ulheres, determinados coflitos.Há constância no desenvolvimento de determinados papéis, como, esposa, mãe, avó, filha, sogra... Há expectativas próprias em cada uma destas posições, contudo há expectativas especificas dependendo do relacionamento tido com pessoas concretas, que nesse caso podem ser o esposo, os filhos, os pais, etc. Ao vivenciar os novos espaços ocupados (especialmente no trabalho) podem surgir determinadas tensões oriundas dos conflitos tidos com exigên cias pessoais, fa miliares ou sociais. Como conciliar o trabalho com as exigências e necessidades fam iliare? Isso vai requerer uma mudança de mentalidade e de atitude tanto na m ulher, como no homem, na família e na sociedade, incluindo a Igreja.

8. A m ulher carecer ter a oportunidade de desenvolver-se como Pessoa,ocupando espaços que são condizentes com a sua realidade de mulher personalizada e não estigmatizada.Quer em casa(onde m uitas se realizam ), no trabalho, na Igreja ou qualquer outro agrupamento humano ou social, ao desempenhar o seu papel, a mulher está expressando a Sua Intimidade Pessoal, o Seu chamamento vocacional e a Sua atribuição oferecida pelo trabalho (e ou) ou optada por si mesma.

9. A FAMÍLIA COMO UM ESPAÇO DE COMUNHÃO, COMUNICAÇÃO, CONVIVÊNCIA, AFETIVIDADE, INTIMIDADE E SOLIDARIEDADE vai exigir uma mudança de mentalidade e de valores, à luz do Evangelho, que refletirá diretamente na definição do papel e do lugar que a mulher ocupará na vivência fam iliar e social. Isto significa que, dependendo da compreensão do que seja o lar e a vida familiar haverá certas exigências e papéis a serem cumpridos pela mulher no contexto onde ela vive, levando a uma reformulação de mentalidade e atitude por parte dos homens , familiares e contexto onde ela exerce o seu papel e trabalho.

10. Paulo orienta a Timóteo a cuidar-se de si mesmo (II Tm. 4.l-5) e a não negligenciar o dom de Deus que há nele. O mesmo deve ocorrer com a mulher: Cuidar de Si e não negligenciar o dom que Deus lhe tem dado. Uma das crises que temos hoje é da Identidade, outra de Intimidade e outra a da Participação. As tres estão presentes na vida familiar.

11.CUIDAR DAS EXPECTATIVAS PARA QUE NÃO SEJAM DEMASIADAS E ESTEJAM ALÉM DA RELIDADE E DAS POSSIBILIDADES. Essas expectativas podem vir da própria pessoa, da família, da igreja, da sociedade, da forma como se compreende a Palavra e a vontade de Deus,etc.

A não correspondências das expectativas devem nos levar a uma avaliação objetiva e a uma adequação das mesmas segundo as nossas realidades.

12. CARÊNCIA DO SENTIMENTO DE SER ACOLHIDA e não menosprezada, usada como objeto e ser marginalizada. Cristo acolheu o ser humano e recoloca-o como Imagem de Deus num lugar de destaque.

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