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Jesus
Rio, 17/10/2007
 

Jesus, um testemunho de crescimento no servišo e na humildade (Fp 2:5-11)

Bispo Paulo Lockmann


 


Tendo o mesmo sentimento
O texto de Filipenses 2:5-11 é também chamado de hino ao Messias, pois o texto tem uma estrutura em versos, isto na estrutura do texto grego. Os principais estudiosos deste texto crêem que ele é anterior à carta aos Filipenses. Paulo o teria aproveitado de um cântico já conhecido da Igreja Primitiva. De todos os modos é um verdadeiro resumo da doutrina do Cristo-Messias; sua mensagem vai além de qualquer comentário.

O primeiro convite do hino é de que tenhamos o mesmo sentimento de Jesus Cristo. O que significa isto concretamente? Vamos ver alguns momentos escolhidos do ministério de Jesus e que traduzem melhor seus sentimentos:

a) Alegria - Mt 5:12 - Jesus tinha alegria e a recomendava, dada a consciência da obra que realizava; nenhuma adversidade tirava seu gozo e segurança.

b) Gratidão - Mt 11:25 - Jesus em diversos momentos revela sentimento de gratidão a Deus por tudo que fazia, por tudo que era.

c) Humildade - Mt 20:34 - Jesus recomendou e viveu a humildade, conforme veremos na continuação do texto.

d) Compaixão - Mt 20:34 - Em muitos momentos e de muitas formas, Jesus demonstrou profunda compaixão, misericórdia para com o povo. Jesus chorou diante de Jerusalém ao ver a situação de incredulidade que dominava a mesma (Lc 19:41). Ao ver Lázaro morto, Jesus chorou (Jo 11:35). Profunda sensibilidade para com a situação do povo.

e) Perdão - Lc 23:34; Lc 17:4 - Sentimento de perdão para com todos que O ofenderam e espancaram, e misericórdia e amor para com os inimigos. Hoje o nosso cristianismo tropeça na nossa incapacidade de perdoar.

f) Amor - Jo 11:36; Jo 15:12-13 - Amor é o sentimento que mais define Jesus. Amor capaz de dar tudo de si pelos amigos e inimigos. Seu sacrifício valia também para o Sumo Sacerdote, Pilatos, e todos quanto arrependidos O aceitam. Não era um amor somente pelos amigos e pelos que retribuem, mas incondicional e sem barreiras.

Finalizando o comentário deste versículo, poderíamos seguir alistando outros tantos sentimentos demonstrados por Jesus nos Evangelhos, mas essencial é que tenhamos a disposição de começar a imitar Jesus, como Paulo afirmava fazer (Fp 3:17).

O segundo convite está nos versos 6 e 7, onde Jesus é o Deus servo. A maioria dos cristãos tem um comportamento mais para "Deus" do que para servo. É freqüente afirmarmos: "Amanhã vou viajar e na volta vou fazer uma prova, ou comprar um carro". Sabem o que Jesus disse sobre um homem que se comportava assim? "Louco! Esta noite pedirão a tua alma, e o que tens preparado, para quem será?" (Lc 12:20). Há na maioria dos cristãos uma auto-suficiência típica de quem é Senhor, e não de quem é servo.

Muitos crentes gostam de falar dos temas escatológicos que enfatizam o reino e a volta de Cristo, e complementam: Nós vamos reinar com Cristo... Esquecem que, para reinar, Jesus teve de servir, e servir humilhando-se até a morte, e morte de cruz.

Quantos de nós estamos preparados para deixar a condição de "coordenador de ministério" para outra função mais anônima e humilde? Tenho visto irmãos se afastarem da Igreja por não terem vencido uma eleição para um cargo da sua igreja local; outros não se afastam mas param de contribuir. São atitudes imaturas de cristãos que só trabalham se estiverem em evidência ou em alguma função de direção. Onde está o sentimento de humildade, o espírito de servo que havia no Filho de Deus? Ele era Deus, mas se fez servo obediente. Obediência é outro dilema nosso, obediência é fruto da humildade e dependência de Deus.

O resultado da humildade, obediência do servo Jesus foi a Sua ressurreição e exaltação. Você quer a coroa da vida? Seja fiel até à morte, é o que nos recomenda a Bíblia. Para o prêmio no final da corrida, é necessário ao corredor treino, fôlego e perseverança durante a corrida. Não há compensação sem esforço. Nunca será como o sacrifício que Jesus fez. Foi pago um alto preço. Nossa caminhada é pela graça, mas em meio à luta. O caminho que leva à vida é estreito, mas vitorioso. Não há outro caminho senão Jesus (Jo 14:6).

Finalmente o hino se encerra com uma afirmação profética: "...para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai" (Fp 2:10-11). Todo ser humano tem o direito de escolher quando vai se curvar e dobrar seu joelho diante do Senhor Jesus. Agora, por arrependimento e aceitação do evangelho, voluntariamente; curvando-se forçosamente, na Sua segunda vinda. Pois a Escritura declara que todo joelho se dobrará, e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. É tudo uma questão de tempo.

Por fim, o hino afirma o poder do nome de Jesus: é nome acima de todo nome. Quem já se deparou com pessoas enfermas, ou outros problemas, e viu a enfermidade desaparecer diante da oração da fé e no nome de Jesus, dirá: "Sim, há poder no nome de JESUS!" (Fp 2:9).

LOCKMANN, Paulo. Filipenses. São Paulo, Imprensa Metodista, 1995, p. 45-49


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