IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Ecumenismo
Rio, 23/10/2007
 

Grandes expressões de ecumenismo (Jether Pereira Ramalho)

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O movimento ecumênico, uma das maiores fontes de esperança dos últimos tempos, não se reduz a determinadas formas, declarações, resoluções oficiais etc. A diversidade de suas manifestações é que lhe dá riqueza, alegria e pujança. É vento do Espírito que sopra para onde quer e ilumina pessoas e comunidades em lugares mais diversos e surpreendentes.

Nesses primeiros meses do ano de 2005, no Brasil, celebraremos dois grandes acontecimentos ecumênicos, cujos resultados e limites não se podem medir por estatísticas ou resoluções. É fermentação de um espírito ecumênico e de uma cultura ecumênica. É conversão do olhar e do coração. O diferente não é inimigo e pode ser fonte de riqueza e de avanço. O Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, em janeiro, com cerca de cem mil participantes de muitos países, proclama em alto e bom som que “um novo mundo é possível”. Antecedendo ao grande Fórum, dezenas de teólogos vão discutir a contribuição da teologia para a construção dessa utopia. Durante o rico e desafiante período da Quaresma na Campanha da Fraternidade, milhares de comunidades cristãs, católicas e evangélicas, e de outras expressões religiosas, estarão reafirmando por ações, testemunhas e palavras que são “Felizes os que promovem a paz.”

A Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2005 é a segunda que se faz no Brasil com essa abrangência. A primeira experiência foi no ano 2000 com o tema “Dignidade Humana e Paz” e com o lema “Novo milênio sem exclusões”. O povo achou bom e pediu mais. Para os setores populares o ecumenismo é uma atitude doce, de compreensão e amor. Em 2005, as igrejas-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil promovem em conjunto a segunda grande campanha ecumênica, com o desafiante e atualíssimo tema “Solidariedade e Paz” e com o lema “Felizes os que promovem a paz”.

A caminhada ecumênica se faz, evidentemente, com avanços e tropeços. O movimento ecumênico moderno teve expressão mais visível, inicialmente, através de iniciativas institucionais. Era conhecido pelas suas assembléias, concílios e declarações, inegavelmente importantes. Mas o sopro do Espírito foi mais longe. Está alcançando o coração das igrejas que são comunidades eclesiais. A Igreja é o povo de Deus, afirmou o Concílio Vaticano II.

Felizmente, de forma simples e concreta, o ecumenismo vai fermentando a cultura e o espírito do nosso povo, derrubando barreiras construídas com o cimento da segregação, do orgulho e da prepotência. Com a brisa suave e terna do Espírito de Deus vai afirmando que Cristo é a nossa paz, porque quebrou os muros de separação entre as pessoas e os povos.

A Campanha da Fraternidade Ecumênica tem o grande privilégio de poder atingir todos os recantos do Brasil. Acontece nas bases das igrejas, produzindo efeitos maravilhosos, não só com as celebrações mas com ações concretas, formação de novas amizades e renovação de esperanças.

O CONIC/Conselho Nacional de Igrejas Cristas, a CNBB/Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o CEBI/Centro de Estudos Bíblicos e muitas outras entidades produziram excelente material de apoio para alimentar a esperança de que é possível um novo mundo e que juntos construiremos a Paz.

*O autor é sociólogo e membro da Igreja Congregacional

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