(Texto de Elizete da Silva)Introdução
Pretende-se neste texto analisar as representações que anglicanos e batistas construíram em torno da escravidão, no período de 1860 a 1890. Destacam-se
como foco da abordagem os anglicanos da Bahia British Church ou Saint George
Church e os batistas da Convenção Batista Baiana, sediados em Salvador, capital
da Bahia.
Dentre os diversos grupos protestantes estabelecidos em Salvador, os anglicanos foram
eleitos como paradigma por terem sido considerados como o mais representativo e antigo grupo no bloco do protestantismo de imigração que se instalou no Brasil na primeira metade do século XIX. Visitando a Bahia em 1821, Maria Graham registrou a presença de uma capela inglesa, um hospital, cemitério e um capelão anglicano residente para prestar assistência aos súditos de S.M. Britânica. Como exemplo de protestantismo missionário foram tomados os batistas. A Primeira Igreja Batista do Brasil organizou-se em Salvador, em 1882, sob os auspícios da junta de Missões Estrangeiras da Convenção Batista do Sul dos EUA, sediada em Richmond, na Virgínia.
Um ponto de referência teórica basilar que orienta este trabalho é o de que a religião é um
elemento constitutivo da cultura, mantendo, portanto, um diálogo dinâmico com os demais
elementos de uma dada realidade cultural. Objetiva-se estudar os anglicanos e os batistas, na Bahia, como grupos religiosos minoritários - numérica e sociologicamente - inseridos na sociedade global. Conforme François Houtart, a “religião situa-se no universo das representações e intervém ao mesmo tempo na definição do sentido e na orientação das práticas... se necessário ela pode fornecer a explicação e a justificação das relações sociais.”
LEIA O TEXTO COMPLETO NO LINK ABAIXO:
http://www.pucsp.br/rever/rv1_2003/p_silva.pdf