Uma reportagem publicada nesta quinta-feira na edição online da revista britânica The Economist destaca as ações do governo brasileiro na ajuda a países pobres e diz que "sem atrair muita atenção", o País se torna "rapidamente" uma das maiores fontes de ajuda a países pobres.A publicação cita uma iniciativa baseada no programa Bolsa Família e colocada em prática no Haiti, depois do terremoto que deixou milhares de mortos no início do ano. Com financiamento do Brasil, uma cooperativa incentiva mães a levarem seus filhos à escola em troca de refeições. Outro projeto, em Mali, criou um campo experimental de algodão, com recursos da Embrapa. Já em Angola, a Odebrecht constroi parte do sistema de abastecimento e já é uma das maiores empreiteiras na África.
De acordo com a revista, esse "esforço de ajuda" tem grandes implicações. A assistência à África ajuda o Brasil a competir com China e Índia pela influência no mundo em desenvolvimento e apoia o governo brasileiro no objetivo de conquistar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Além disso, aponta a reportagem, "a ajuda faz sentido comercial". "O Brasil é o mais eficiente produtor mundial de etanol, e quer criar um mercado global de combustível verde. Mas não pode fazer isso se foi o único real fornecedor do mundo. Disseminar a tecnologia do etanol para os países pobres cria novos fornecedores, aumenta as chances de um mercado global e gera negócios para empresas brasileiras", disse a revista.
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