Ao comentar nesta segunda-feira a sanção da lei que cria o Estatuto da Igualdade Racial, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a dívida do Brasil com os negros não pode ser paga em dinheiro, mas com solidariedade. No programa semanal de rádio "Café com o Presidente", ele avaliou que a importância da lei está em garantir que, a partir de agora, não exista diferença entre brancos e negros no país. Lula lembrou que o projeto tramitou no Congresso Nacional por vários anos, até a elaboração de uma proposta única.
"Não é tudo o que a gente quer. Ainda faltam coisas pra gente fazer, mas é importante que a gente tenha a clareza de que hoje nós temos o Estatuto da Igualdade Racial, nós temos uma lei que dá mais direitos, que recupera a cidadania do povo negro brasileiro", disse.
O estatuto prevê garantias e políticas públicas de valorização, além de uma nova ordem de direitos para os brasileiros negros, que somam cerca de 90 milhões de pessoas.
O documento é formado por 65 artigos e tem como objetivo, segundo a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, a correção de desigualdades históricas no que se refere às oportunidades e aos direitos dos descendentes de escravos do país.
UNIVERSIDADE
Lula afirmou que que a criação da Unilab (Universidade Federal de Integração Luso-Afro-Brasileira) é uma espécie de pagamento de tributos aos povos africanos.
"É o Brasil assumindo a sua grandeza, assumindo a condição de um país que, a vida inteira, foi receptor e, agora, é um país doador. Nós queremos ajudar os outros a se desenvolverem."
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