IGREJA METODISTA DE VILA ISABEL
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Vila Isabel

17/7/2016 11:07:51

Entrevista com o Bispo eleito Paulo Rangel
Entrevista publicada no Jornal da Vila de hoje que foi realizada pelo nosso irmão Roberto Pimenta.


JV – Vamos começar com a mesma pergunta que fiz para a bispa eleita Hideide: já “caiu a ficha” de ser um novo bispo da Igreja Metodista?

Rangel – Ainda não, está caindo aos poucos... Minha vontade é chegar em casa, abraçar meus filhos, parar, sentar e ver. Ó Deus, para onde eu vou, qual o direcionamento a ser dado?  Eu sei que isso vai chegar, vai encaixando... Quero chegar em casa, parar para pensar sobre isso, orar, para poder ver a melhor maneira de servir à igreja. 

JV – Além disso, tem um peso ser substituto do Bispo Lockmann?

Rangel - De vez em quando me dá uns flashes na memória, fico pensando sobre isso.  Mas eu estou muito à vontade porque ele vai me ajudar nesse início, mentoriar. Então a gente vai tendo mais segurança para poder dar continuidade, para desempenhar a Missão. 

JV – O que você vê como desafios na Primeira Região? 

Rangel - O desafio é trabalhar a unidade do corpo pastoral, algo que se faz necessário agora, para gente poder estar mais juntos, reafirmar nossas ênfases junto ao corpo pastoral. E fomentar mais ainda o trabalho do ministério leigo, criar situações para que o ministério leigo possa ser melhor aproveitado no cumprimento da Missão, através de várias demandas, entre elas o próprio discipulado. 

JV – Como vê a sua trajetória? Começou [o pastorado] em Vila Isabel... Ser bispo era uma coisa que você almejava ou foi uma coisa que surgiu do desejo de outras pessoas? 

Rangel – Quando eu entrei no ministério [pastoral] em Vila Isabel em 2000, realmente eu não via isso não. Eu sempre procurei viver o desafio onde eu estava “plantado”. Então ali em Vila Isabel, designado para o Grajaú, vivi aquilo intensamente. Em todas as minhas nomeações, fiz realmente daquele lugar um espaço para viver intensamente meu ministério. Então eu não tive tempo de poder mensurar isso. As coisas ficaram mais abrangentes agora, nestes últimos 2 anos, quando fui para SD, e na conversa com os colegas, peguei esse processo todo de eleição episcopal. Aí pessoas vieram me perguntar se eu deixaria meu nome ser indicado para o episcopado. Falei: amém, fica por conta de vocês, eu mesmo não vou pedir voto. E para minha surpresa fui o mais votado no Concílio Regional. A partir disso as coisas foram ficando mais intensas, a gente foi sentindo mais temor em relação a essa função, se isso acontecer... E acabou chegando a isso que aconteceu. Mas dizer que no começo projetei... Eu sabia que era algo que poderia acontecer porque sempre fui intenso no trabalho, sempre fui intenso onde fui “plantado”, era normal que os frutos aparecessem. Foi por aí. 

JV – A gente às vezes ouve falar que existe discriminação na Igreja Metodista. Agora temos 2 mulheres, mais negros no Colégio Episcopal... Ou ainda existe preconceito na Igreja? 

Rangel - Ainda existe, não vamos tampar esse sol com a peneira. Até porque o preconceito no Brasil é muito camuflado.  Acredito que a gente nunca vai poder parar de lutar. Nós vamos conseguir diminuir, mas a tendência é que sempre apareça mais alguma coisa e a gente vai continuar lutando contra qualquer tipo de preconceito. Contra negros, mulheres, deficientes... Mas com a abertura que a sociedade tem hoje, com a educação, a sociedade vai amadurecendo, a gente vai vendo isto sendo mais colocado para fora, há mais vontade de falar sobre isto. Antes a causa dos negros, por exemplo, que ficava muito no espaço dos negros, agora acabou se estendendo para todas as raças, né? A mesma coisa para a causa das mulheres...  Todo mundo está abraçando a causa das mulheres e por aí vai. Sim, ainda existe [preconceito], mas o fato de a gente estar encarando isto de frente está ajudando muito.  

JV – Para encerrar, uma mensagem que você queira deixar para a nossa Região.

Rangel - Que a gente continue diminuindo para o Senhor crescer. Todo mundo com coração de servo. Onde estiver “plantado”, seja num campo missionário, numa congregação, numa igreja tão tradicional como Vila Isabel, que a gente seja intenso, a gente faça o melhor. A gente seja a mesma pessoa, na sala da ED, na porta da igreja, nas nossas casas. O metodista é assim, ele é metodista em todo lugar. É isto que eu admiro em nossa igreja. Então, que a gente seja intenso. Falando especificamente aos nossos pastores, aquele que está nomeado lá naquele campo missionário com pouca gente, ele seja intenso.  E aquele nomeado para a catedral seja tão intenso quanto aquele.    Aquela irmã que está lá na Sociedade de Mulheres, cuidando de 10 sócias, seja tão intensa quanto aquela que está em Vila Isabel.  A intensidade do nosso chamado vai fazer diferença.  O crescimento, os frutos, é consequência, é bondade de Deus. Se ele quiser dar, ele dá. Se não quiser dar, continua sendo Deus. 

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